Louvores Abençoadores

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

MUDANDO A ROUPAGEM

6° DIA de 40 dias de Oração e Jejum - 12/10

                                                                                     “Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem” (Efésios 4.22)

Pouco tempo é necessário para se adquirir os “trejeitos” do mundo gospel.

No entanto a santidade não resulta da simples adesão religiosa, pois é o fruto do novo nascimento.
O processo da mudança precisa atingir o homem em sua totalidade, inclusive as intenções, para que revelem o padrão de santidade proposto por Jesus.

Como na história do gato que após ser adestrado, tornou-se capaz de vestir-se e comporta-se como humano, assentando-se à mesa, utilizando talheres.

Até o dia em que um rato foi solto propositalmente na sala de jantar e aquele felino antes contido, saltou da mesa, deixando para trás toda a indumentária e se pôs a correr atrás do roedor, revelando o verdadeiro instinto.

Assim são aqueles que não foram totalmente transformados por Cristo.
O Cristão não é um ser adestrado, mas uma nova criatura.

Logo, devemos nos despir do velho homem, que em Cristo foi crucificado, com a finalidade de não servimos mais ao pecado.

Não misturar uma roupa nova e limpa por cima da antiga, suja e rasgada.

Deixe para trás a mentira, a ira, amargura, a calúnia e tudo o que pertencia à antiga maneira de viver.

A constante e estável renovação da mente nos leva a mudança radicais em nossas atitudes.

A ordem é revestir do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e santidade provenientes da verdade.

Que a santidade não se manifeste apenas em aparência, mas principalmente nas atitudes.

                                                                                                        Pr. Elcimar Fernandes de Oliveira


Motivos de oração:
                1º  Para que a santidade se manifeste principalmente em nossas atitudes.
                2º  Por sua família;
                3º  Pela igreja Brasileira;
                4º  Para o crescimento da igreja local

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

SANTIDADE HOJE, UMA ESCOLHA PARA A VIDA VITORIOSA.

5° DIA de 40 dias de Oração e Jejum - 11/10

“Felizes os que guardam os mandamentos de Deus, e o buscam de todo o coração” (Salmos 119:2)

Santidade é o desejo divino para a igreja. “Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso Deus” (Levítico 20.7).

O verso nos ensina o quanto o Pai celestial deseja a nossa consagração.

Fomos lavados e remidos pelo sangue de Jesus Cristo, e, como filhos, nos tornamos rebanho de seu pastoreio.

Nossa existência, bem como sentimentos e desejos precisam ser revestidos de santidade.
Estamos debaixo dos cuidados do senhor, portanto, tal condição deve ser alvo constante no exercício da fé.

Embora os tempos tenham mudado, e os valores ganhados novos olhares, a separação para Deus continua sendo, na caminhada cristã, o foco principal para os dias atuais.

Enquanto o mundo se relativiza, e aceita a imoralidade, devemos além de amar a santidade, também revelar para a sociedade esse modelo de vida, ao confirmá-lo como escolha.

Como Igreja do Senhor, devemos nos manter santos, em todo proceder, na busca por uma vida vitoriosa.

Devemos ser uma fonte de integridade e dignidade humana. Afinal, temos em Deus as condições para o desenvolvimento de uma vida saudável e feliz.
Amar e viver a santidade sempre, pois sem ela ninguém verá a Deus.

Pr. Delmo Gonçalves - Presidente da LERBAN

Motivos de oração:
1º - por você mesmo, por santidade no viver e força para testemunhar da fé;
- Por sua família, a família é nossa maior riqueza nessa terra, que Jesus habite ricamente no coração da nossa família.
- Por nossa região, que as famílias sejam salvas, transformadas e libertas pelo poder do evangelho;
- pelo projeto “Rota João 3:16” que seja uma estratégia poderosa de pregação do evangelho.
- pela igreja local e sua liderança;
                     6º - pelos governos de nossa nação.

Fé Obediente

                       4° DIA de 40 dias de Oração e Jejum – Segunda feira 10/10

  Hebreus 11:1-40

Fé Obediente

Palavras de encorajamento podem ajudar uma pessoa a se comportar bem, mas um bom exemplo é ainda mais poderoso. O autor de Hebreus concluiu o capítulo 10 observando que ele só viverá pela fé (Habacuque 2:4), o tipo de fé que leva uma pessoa a perseverar na obediência ao Senhor até o fim. Somente então se receberá a recompensa prometida (Hebreus 10:35-39). No capítulo 11 ele ilustra esse tipo de fé observando os exemplos de homens e mulheres do Velho Testamento.

A fé nos permite esperar aquelas coisas que não podemos ver (11:1; veja Romans 8:24). Se não podemos ver aquilo em que temos esperança, como saber que isso existe ou que o receberemos? A função da fé é que ela substitui a prova objetiva da coisa na qual temos esperança. O autor ilustra o papel da fé quando ele observa que cremos que o universo foi criado pela palavra de Deus porque os Escrituras revelam esse fato e temos confiança na veracidade tanto de Deus como de sua palavra.
Começando com Abel, o escritor cita exemplos específicos de fé. Mas o autor não está escrevendo sobre fé “morta” (Tiago 2:26); em cada caso ele observa que foi a obediência a Deus que resultou da fé (11:4-31). Por exemplo:

- Abel... ofereceu... mais excelente sacrifício (11:4)
- Enoque...agradou a Deus (11:5)
- Noé...aparelhou uma arca (11:7)
- Abraão... obedeceu, peregrinou, ofereceu (11:8,9,17)
- Moises...celebrou a Páscoa (11:28)
- Os israelitas... capturaram Jericó (11:30)

Os exemplos de fé obediente são muito numerosos para serem todos listados e, assim, o autor conclui mencionado em geral alguns dos modos pelos quais os indivíduos tinham obedecido a Deus, apesar das provações envolvidas (11:32-38).

Cada uma destas pessoas não somente creu que Deus existia, mas creu nas promessas que ele fez (11:6). Algumas delas perceberam que não receberiam essas promessas durante sua vida, mas assim mesmo confiaram em Deus e agiram de acordo (11:13-16,22,35).

O autor conclui o capítulo afirmando que, apesar da sua fé impressionante, todas essas pessoas esperaram o cumprimento da promessa, isto é, a vinda do Messias e de seu reino (11:39). Seus leitores, que já estavam gozando das bênçãos espirituais em Cristo, precisavam imitar a fé daquelas pessoas do Velho Testamento!

Perguntas para refletir:

1. Como os antigos conseguiram um bom testemunho?
2. Neste capítulo, o que sempre acompanhou a fé?
3. Como Noé demonstrou sua fé?

4. Quem ofereceu seu filho unigênito em obediência a Deus?

E eu, o que tenho que ser, oferecer e fazer para viver tal  fé sabendo que sem fé é impossível agradar a Deus e que o justo vive pela fé?

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Por uma vida de Santidade






  “Mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver,  porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo.” 
(1 Pedro 1:15-16)

  

 



A escritura nos ordena, como cristãos, para ser como nosso Senhor e Salvador em “todo o tipo de conversa”, e em nossa conduta diária. Nós somos Suas testemunhas, e devemos viver nossas vidas para refletirmos a gloria de Deus.

A nossa vida e caminhada diária deve ser modelada após Ele. “Quem diz que vive unido com Deus deve viver como Jesus Cristo viveu.” (1 João 2:6). Porque, “se vivemos na luz, como Deus está na luz, então estamos unidos uns com os outros, e o sangue de Jesus, o seu Filho, nos limpa de todo pecado. ” (1 João 1:7).

As Escrituras dizem que devemos ser como Ele na pureza de nossas vidas. “Sede santos, porque eu sou santo.” Portanto, “todo aquele que tem essa esperança em Cristo purifica-se a si mesmo, assim como Cristo é puro” (1 João 3:3). Devemos “procurar ter paz com todos e nos esforçar para viver uma vida completamente dedicada ao Senhor, pois sem isso ninguém o verá.” (Hebreus 12:14)

Também devemos ser como Ele da maneira que “amemos uns aos outros porque o amor vem de Deus. Quem ama é filho de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não o conhece, pois Deus é amor” (1 João 4:7-8). Devemos estar dispostos a sofrer injustamente, sem vingança, “porque Cristo sofreu por nós, deixando-nos um exemplo que devemos seguir Seus passos. Jesus não cometeu pecado, e nenhum engano foi encontrado em sua boca.” (1 Pedro 2:21-22)

 Precisamos lembrar que somente Cristo pode fazer-nos verdadeiramente santo. Paulo disse que aqueles que foram ressuscitados para a vida eterna em Cristo “se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador.” (Colossenses 3:10)

Cristo nos transforma em pessoas novas Nele, as pessoas com um coração novo, que terão um profundo desejo de andar em santidade e ser santos porque Ele é santo. É vital que nós humildemente permitimos que o Espírito Santo tenha controle incondicional de nossas vidas a cada momento do dia, para “ser conformes à imagem de Jesus Cristo.”  (Romanos 8:29)

Nossas vidas estão cheias de opções; no entanto, como cristãos devemos aprender que não podemos ser as pessoas que Deus quer que sejamos em nossa própria força. Precisamos fazer uma escolha entre este mundo e a eternidade, entre Deus e tudo que tenta tomar Seu lugar.

 A vida nunca é inativa; ou estamos crescendo mais santo e mais semelhantes a Cristo, ou estamos nos tornando mais maus e mais como o diabo; Jesus disse; “O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.” (João 10:10)

Qualquer pessoa com uma consciência sã jamais escolheria para servir uma personalidade má, destrutiva como esta; no entanto, desde o início dos tempos, milhares de milhões de pessoas venderam suas almas ao diabo.

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está debaixo do poder do maligno.” (1 João 5:19). O grego original afirma que todas as pessoas do mundo se prostituíram ao diabo.

“Mas, se vocês não querem ser servos do Senhor, decidam hoje a quem vão servir. … Porém eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor.“ (Josué 24:15)

A vida que não é disciplinada não vale a pena viver!

As escolhas que fazemos hoje vão fazer a diferença para a eternidade, então vamos escolher  ser santos, porque nosso Pai Celestial deseja isto de nós.


“Queridos irmãos, desde que temos estas promessas, devemos nos livrar de tudo o que contamina tanto o corpo como a alma. Devemos tentar ser completamente dedicados a Deus, por causa da reverência que temos por Ele.” (2 Coríntios 7:1)


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Um louvor maravilhoso ao nosso Deus...Ele esta no controle!


Deus está no trono e tem o comando do universo


Texto: Ap. 4

Estamos começando mais um ano. Os prognósticos políticos e econômicos tanto do Brasil como do mundo são pessimistas, mas o nosso futuro não está nas mãos dos homens e sim,  nas mãos de Deus. Ele está no trono e governa os destinos da história. A mensagem central do livro de Apocalipse é mostrar para a igreja que o seu Deus está no trono do universo. Nosso Deus Governa!


Olhando para Apocalipse capítulo 4, destacaremos três verdades importantes:

Em primeiro lugar, Deus está assentado no trono do universo e governa. João viu um trono no céu e trono é lugar de honra, autoridade e julgamento. Todos os tronos da terra estão sob a jurisdição desse trono do céu. O mesmo Deus que criou todas as coisas e está no controle de tudo levará a história para uma consumação final. O que João descreve não é Deus mesmo, mas o seu esplendor, porque a ele não se pode descrever (Ex 20.4). Não há descrição do trono nem da pessoa que está assentado nele. O que João viu quando olhou para o trono só pode ser descrito em termos de brilho de pedras preciosas. João descreve a Deus como um ser absolutamente misterioso, único, singular, o totalmente outro. João diz que ele é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe (a mais cristalina, a mais pura, sem nenhuma poluição) e de sardônio (cor vermelha, a mais translúcida que existe). A pedra de jaspe (branca) descreve a santidade de Deus e a de sardônio (vermelha), o seu juízo.

Em segundo lugar, o trono de Deus é o trono de graça, misericórdia, juízo e santidade. Ao redor do trono há um arco semelhante, no aspecto, a esmeralda. O arco é o símbolo da graça e da misericórdia de Deus, da sua aliança com o seu povo. Normalmente o arco aparece depois da tempestade, mas aqui, ele aparece antes dela. Para os filhos de Deus a tempestade já passou, porque Cristo já se deu a si mesmo para nos resgatar do dilúvio do juízo. Agora, temos o sol da justiça brilhando sobre nós. Antes de Deus derramar o seu juízo sobre a terra, ele oferece a sua misericórdia. Antes das taças do juízo, ele envia as trombetas de alerta. Mas, o trono de Deus é, também, um trono de juízo. Os relâmpagos, as vozes e os trovões são evidências de juízo e ira. O arco foi visto antes dos relâmpagos. A graça sempre antecede ao julgamento. Aqueles que recusam receber a misericórdia terão que suportar o juízo. Quem não foi purificado pelo sangue, terá que suportar o fogo do juízo divino. Mas, o trono Deus é, ainda, o trono de santidade. O mar de vidro está em contraste com o mar de sujeira e poluição do pecado. Para estar diante do trono de Deus é preciso ser purificado. Não há sujeira nem corrupção diante do trono de Deus. Tudo é transparente, limpo e puro. Deus é santo. Ele não se associa com o mal. Ele abomina o mal. Embora ele ame a todos, não ama a tudo.

Em terceiro lugar, aquele que está assentado no trono deve ser adorado. Os remidos adorarão àquele que vive pelo século dos séculos. A igreja se prostra diante daquele que está assentado no trono. A glória deles é glorificar ao que está assentado no trono. Depositarão suas coroas diante do trono em sinal de total submissão e rendição. Ele é digno de receber a glória; eles não são dignos de glorificar, por isso, se prostram e depositam suas coroas diante do trono. O que está assentado no trono é o criador de todas as coisas. O mesmo Deus que criou tudo e sustenta tudo levará o mundo, a história e a igreja à consumação final. João é chamado ao céu para ver o trono e o entronizado. O trono de Deus está no centro do universo. Tudo acontece a partir do trono. Tudo está ao redor do trono. Graça e juízo emanam do trono. Todo o louvor e glória são dirigidos àquele que está assentado no trono. Não precisamos temer o ano que se inicia. Tudo está sob controle daquele que está assentado no trono!

Conclusão
Vemos em apocalipse 4 a igreja adorando, vemos um culto, o verdadeiro culto. Enquanto na vida tribulações, privações, perseguições, caos político e econômico, corrupção, injustiça, violência. Alguns inclusive quase a desistir da fé e da vida, não podemos esquecer que há uma porta aberta, existe outra realidade. “...externamente, lutas; internamente, temores. ” II Cor 7,5. Deus tem nos consolado, Apc. 4:1 “Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. ”

Não é o mundo, nem os governos, nem as circunstancias, nem o momento que decide o final, é Deus!

Cabe a nós termos as seguintes posturas:

A)   Crer: E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. Marcos 9:23
B)   Entrar pela porta. Mat 7:14 “...porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. ”
C)   Confiar que Deus está no controle. Jó 42:2: “Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. ” – e, Jer 32: 17 “Ah Senhor DEUS! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido; nada há que te seja demasiado difícil;”
Irmãos, O mesmo Deus que assistiu o apóstolo Paulo e o Apostolo João e os profetas nas suas tribulações e fraquezas ainda é o mesmo, “ontem, hoje e eternamente” (cf. Hb 13.8).
“Regozijai-vos sempre.
Orai sem cessar.
Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
Não extingais o Espírito.
Não desprezeis as profecias.
Examinai tudo. Retende o bem.
Abstende-vos de toda a aparência do mal.
E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.  1 Tessalonicenses 5:16-24

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

“Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.” Hebreus 12:11
                                        
                          CONSOLO NA CORREÇÃO

RECEBENDO A CORREÇÃO

"Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido"    (Hebreus 12:5)

Nem toda correção é santificada pelos que a recebem. Alguns são endurecidos, outros esmagados debaixo dela. Muito depende do espírito com que as aflições são recebidas. Não há virtude em provações e problemas em si mesmos: é somente como eles são abençoados por Deus que o cristão é beneficiado. Como Hebreus 12:11 nos informa, aqueles que são "exercitados" sob a vara de Deus são os que produzem "um fruto pacífico de justiça". Uma consciência sensível e um coração terno são os adjuntos necessários. Em nosso texto o cristão é advertido contra dois perigos totalmente diferentes: não desprezar e não se desesperar. Estes são dois extremos contra a qual é sempre necessário manter um aguçado olhar vigilante. Assim como toda a verdade da Escritura tem sua contraparte de equilíbrio, assim todo o mal tem seu oposto. Por um lado há um espírito altivo, que zomba da vara, uma vontade obstinada que se recusa a ser humilhada desta forma. Por outro lado, há um desfalecimento que afunda totalmente sob ela e dá lugar ao desespero. Spurgeon disse: "O caminho da justiça é uma passagem difícil, entre duas montanhas de erro, e o grande segredo da vida do cristão é descansar de seu o caminho ao longo do estreito vale".
I. Desprezando a vara. Há várias maneiras em que os cristãos podem "desprezar" as correções de Deus. Podemos citar quatro delas:
1. Por insensibilidade. Ser impassível é a política da sabedoria carnal - fazer o melhor de um mau trabalho. O homem do mundo não conhece plano melhor do que cerrar os dentes e demonstrar valentia externa. Não tendo o Divino Consolador, Conselheiro ou médico, ele cai sobre seus próprios pobres recursos. É indizivelmente triste quando vemos um filho de Deus conduzir-se como um filho do diabo. Para um cristão o desafiar as adversidades é "desprezar" a correção. Em vez de endurecer-se para suportar estoicamente, deve haver um enternecimento do coração.
2. Por reclamar. Isto é o que os hebreus fizeram no deserto, e ainda há muitos murmuradores no acampamento de Israel. Uma pouco de doença, e nos tornamos tão irritadiços que nossos amigos ficam até com medo de chegar perto de nós. Alguns dias na cama, e lamuriamos e bufamos como um novilho não domado. Perguntamos de forma impertinente: Por que essa aflição? O que eu fiz para merecer isso? Olhamos ao redor com olhos invejosos, e ficamos descontentes porque os outros estão carregando uma carga mais leve. Cuidado, meu leitor: isso pesa contra os murmuradores. Deus sempre corrige duas vezes se não somos humilhados na primeira. Lembre-se de quanta escória ainda está entre o ouro. Veja as corrupções do seu próprio coração, e maravilhe-se que Deus não tem ferido você duas vezes mais severamente. "Filho meu, não desprezes a correção do Senhor".

3. Por críticas. Quantas vezes questionamos a utilidade da correção. Como cristãos, parecemos ter pouco mais de bom senso espiritual do que tínhamos quando crianças a sabedoria natural. Como crianças pensávamos que a vara era a coisa menos necessária em casa. É assim com os filhos de Deus. Quando as coisas correm como nós gostamos, quando algumas bênçãos temporais inesperadas são concedidas, não temos dificuldade em atribuir tudo a um tipo de providência. Mas quando nossos planos são frustrados, quando as perdas são nossas, é muito diferente. No entanto, não está escrito: "Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas" (Isaías 45:7)? Quantas vezes a coisa formada está pronta para reclamar: "Por que me fizeste assim?" Dizemos, não posso ver como isso pode possivelmente beneficiar a minha alma. Se eu tivesse uma saúde melhor eu poderia participar da casa de oração mais frequentemente! Se eu tivesse sido poupado daquelas perdas no negócio, eu teria mais dinheiro para a obra do Senhor! O que de bom pode vir dessa calamidade? Como Jacó, gritamos: "Todas estas coisas vieram sobre mim". O que é isso, senão"desprezar"a vara? A tua ignorância desafia a sabedoria de Deus? A tua miopia coloca em dúvida a onisciência?

4. Por descuido. Assim é que muitos falham em corrigir seus caminhos. A exortação de nosso texto é muito necessária para todos. Há muitos que têm "desprezado" a vara, e em consequência, eles não têm tido benefício com isso. Muitos cristãos tem sido corrigidos por Deus, mas em vão. Doenças, derrotas, privações chegam, mas não tem sido santificadas pela oração e auto-exame. Oh irmãos e irmãs, prestem atenção. Se Deus está corigindo a ti "Considerai os vossos caminhos" (Ageu 1:5), "Pondera a vereda de teus pés" (Provérbios 4:26). Tenha certeza de que há alguma razão para a correção. Muitos cristãos não tão severamente corrigidos se inquirissem a causa da mesma.

II. Desmaiando sob a vara. Tendo sido advertido contra o "desprezo" da vara, agora somos exortados a não dar lugar ao desespero quando sob ela. Há pelo menos três maneiras pelas quais o cristão pode "desmaiar" sob a correção do Senhor:

1. Quando ele abre mão de todos os esforços. Isto é feito quando caímos no desalento. O ferido conclui que é mais do que ele pode suportar. Seu coração cai diante dela; a escuridão o engole, o sol da esperança é eclipsado, e a voz de ação de graças é silenciada. O "desmaiar" significa tornar-nos inaptos para o cumprimento de nossos deveres. Quando uma pessoa desmaia, ele é considerada inerte. Quantos cristãos estão prontos para abandonar completamente a luta quando a adversidade entra em sua vida. Quantos se tornam inertes quando o problema vem na sua direção. Quantos, pela sua atitude, dizem, a mão de Deus pesa sobre mim: não posso fazer nada. Ah, meu amado, "não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança" (I Tessalonicenses 4:13). "...não desmaies quando por ele fores repreendido". Quando estiver envolvido com essas coisas : Reconheça a mão do Senhor nisso. Lembre-se de tuas aflições estão entre as "todas as coisas" que cooperam para o bem.

2.Quando ele questiona sua filiação. Não há poucos cristãos que, quando a vara desce sobre eles, concluem que eles não são filhos de Deus, afinal. Esquecem-se que está escrito "Muitas são as aflições do justo" (Sl 34:19), e que "por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus"(Atos 14:22). Alguém pode dizer: "Mas se eu fosse Seu filho eu não deveria estar neste estado de pobreza, miséria, dor". Veja o versículo 8: "Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos". Aprenda, então, a olhar as correções como provas do amor de Deus te purgando, podando, purificando. O pai de família não se preocupa muito com os de fora de sua casa: são os que estão dentro que ele guarda e guia, alimenta e está e se conformam com sua vontade. Assim é com Deus.

 3.Quando ele se desespera. Alguns alimentam a fantasia que eles nunca irão sair de seus problemas. Alguém diz, eu tenho orado e orado, mas as nuvens não se dissipam. Então conforta-se com esta reflexão: É sempre a hora mais escura que precede o amanhecer. Portanto, "não desmaie" quando fores repreendido por Ele. Mas, outro diz, eu tenho confiado em suas promessas, e as coisas não melhoram. Eu pensei que Ele libertou os que chamou a Ele; chamei, e ele não respondeu, e eu temo que ele nunca fará. O que, filho de Deus, fala de teu Pai, assim! Você diz que ele nunca vai deixar de ferir porque Ele tem ferido você por tanto tempo. Ao invés, diga que Ele já feriu por tanto tempo que devo ser liberto em breve. Não desprezeis: não desfaleça. Que a graça divina possa preservar tanto o escritor quanto o leitor de qualquer extremo pecaminoso.

 Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira

Fonte:  Comfort for Christians de  A.W.  Pink (leia aqui  a biografia do autor)