Louvores Abençoadores

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

SUPERANDO A NATUREZA CAÍDA!

                                                                                             Texto: Marcos 9:14,29

“Então, Jesus lhes disse: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?…” (Marcos 9.19)

Introdução: Essas palavras fazem parte da narrativa em que Jesus libertou um rapaz endemoninhado diante do apelo do pai. Justamente aquele rapaz que alguns dos seus discípulos não conseguiram libertar. Isoladamente, essa declaração parece uma repreensão um tanto quanto dura, mas quando analisamos o contexto todo podemos perceber que há uma mensagem muito mais profunda contida nela. Essa mensagem dificilmente seria percebida em uma leitura mais superficial, pois o que se consegue ver em meio a superficialidade é apenas um forte e acusador desabafo de Jesus.

Diante disso quero chamar sua atenção aos versículos quatorze, quinze e dezesseis, do mesmo capítulo nove, do evangelho de Marcos:

“Quando eles se aproximaram dos discípulos, viram numerosa multidão ao redor e que os escribas discutiam com eles. E logo toda a multidão, ao ver Jesus, tomada de surpresa, correu para ele e o saudava. Então, ele interpelou os escribas: Que é que discutíeis com eles? ” (Marcos 9.14-16).

Perceba que o mesmo Jesus que repreendeu tão duramente seus discípulos, alguns momentos antes os defendeu da sagacidade dos escribas. Sofreria Jesus de distúrbio bipolar? Seria ELE esquizofrênico? Defende, ataca, ataca, defende? Não! Para entendermos melhor, deixe-me apontar dois detalhes que apresentam claramente a postura de correção, e não de ataque do Senhor Jesus ao declarar: “Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?…”.

Primeiro, as Escrituras são claras quando afirmam que os escribas discutiam com aqueles discípulos de Jesus, os nove, que não conseguiram libertar o menino. Essa palavra no original grego, segundo o Léxico de Strong, expressa a idéia de uma disputa através de questionamentos, através de perguntas. A Bíblia de Estudo Plenitude traz uma nota bastante elucidadora que esclarece bem o versículo quatorze: “Os escribas estavam aparentemente tirando vantagem da falha dos discípulos para libertar o garoto endemoninhado.”. Segundo, note que essa disputa, essa postura de tirar vantagem do ocorrido, se deu entre uma numerosa multidão, ou seja, os religiosos queriam gerar descrédito, queriam desacreditar aqueles homens, queriam desacreditar o movimento liderado por Jesus expondo seus mais próximos seguidores.

É justamente, em meio a essa situação, que Jesus se impôs: “Então, ele interpelou os escribas: Que é que discutíeis com eles?”. A maioria das versões bíblicas brasileiras utiliza a palavra perguntou, já a versão Revista e Atualizada (RA), acertadamente usou uma outra palavra, que apesar de não ser muito comum ao nosso português coloquial, o português do dia-a-dia, expressa uma ênfase maior, do que apenas perguntou. Essa palavra traduzida para o português como interpelou, no original grego, está procurando exprimir uma abordagem bastante incisiva de alguém que tem uma indagação, uma pergunta, é a postura de alguém que exige uma resposta para sua pergunta. Foi essa a atitude de Jesus ao fazer esse questionamento.

Fica muito evidente o ato protetor de Jesus naquele momento. Jesus não apenas defendeu sua missão, mas principalmente, defendeu seus companheiros, aqueles que dariam continuidade a sua obra. ELE queria que todos soubessem, escribas e a multidão, que aqueles nove homens faziam parte dos seus doze homens valorosos e tinham o seu aval.

Agora, como  Jesus que protegeu seus discípulos tão prontamente, momentos depois os repreende tão duramente?

“Então, Jesus lhes disse: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?…” (Marcos 9.19).

Entenderemos melhor quando considerarmos as palavras usadas por Jesus. Marcos faz menção apenas da expressão incrédula, mas Mateus e Lucas, ainda complementam com a palavra perversa, ou seja, Jesus os chamou de geração incrédula e perversa.

Seja sincero(a), qual a figura que surge em sua mente ao ouvir estas duas expressões: incrédula e perversa? Quase que instantaneamente nos vem à ideia alguém que não crê e que pratica o mal conscientemente, por puro prazer. Devido a isso a aparente controvérsia de Jesus, ora defende, ora ataca. Acontece que o significado primário dessas expressões é justamente uma referência a pessoas presas a comportamentos de uma natureza caída. A palavra incrédula significa: “pessoa infiel, que não se pode confiar”. E o significado de perversa: “pessoa que se desvia, se desencaminha”, ou seja, sai do caminho.

O quadro todo recebe uma nova luz, surge um novo entendimento: Jesus não estava apontando o dedo e repreendendo seus discípulos por não terem libertado o menino. Ele estava sinalizando o motivo pelo qual isso aconteceu: a infidelidade deles a ponto de levá-los a desviar-se dos ensinos e do estilo de vida por Ele proposto. É mais ou menos como se Jesus estivesse dizendo: “Quando vocês estão comigo operam libertações, mas sozinhos, logo se desviam por que são infiéis.”. É justamente aqui, que tudo começa a fazer sentido: o que levou aqueles homens a terem sido infiéis, o que os levou a desviar dos caminhos estabelecidos pelo Mestre, o que os fez, em meio a certa distância de Jesus, não permanecerem a altura da vocação que haviam recebido? A resposta é bem clara, objetiva e simples: a natureza caída, o poder dominador da natureza caída.

 Segundo, Pense comigo, poucos de nós foram ensinados nos caminhos do Senhor desde a infância. Calcule quantos anos você foi refém da sua própria natureza caída, influenciada pelo mundo e pelo próprio diabo. Agora pense em termos de meses, semanas, dias, horas… Eis aí uma das evidentes razões para Jesus ter escolhido um grupo para estar vinte e quatro horas com Ele. Eles foram chamados a uma desintoxicação, foram chamados a purificação, chamados a uma real transformação. Estar com ELE, para se parecer mais e mais com ELE. Jesus os chamou para que eles experimentassem uma mudança de pensamento e comportamento, Jesus os chamou para que não estivessem mais sujeitos a própria natureza caída.

É extremamente necessário reconhecer que ainda somos afetados por nossa natureza caída. Infelizmente, ela ainda exerce um domínio muito grande sobre nós. Mas a questão é: como superar isso? Como vencê-la a ponto de não mais fazer parte de uma geração incrédula e perversa? É simples, mas ao mesmo tempo, um grande desafio! É preciso parar e considerar o desejo de Jesus em fazer fluir sua vida em nós. Isso, ELE faz através de um relacionamento fundamentado na proximidade, na intimidade, na constância em se estar junto a ELE.

Vejamos as palavras do evangelista Marcos:

“Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar” (Marcos 3.14).

O primeiro interesse de Jesus, segundo Marcos, fica bem claro: “…para estarem com ele…”.

 Acompanhe essa declaração na Nova Tradução da Linguagem de Hoje:

“Então escolheu doze homens para ficarem com ele e serem enviados para anunciar o evangelho. A esses doze ele chamou de apóstolos.” (Marcos 3.14 NTLH)

Você consegue perceber a ênfase? Que tal na paráfrase conhecida como Bíblia Viva:

“Então Ele selecionou doze deles para serem seus companheiros constantes e saírem para pregar e expulsar demônios.” (Marcos 1.14-15 BV)

Faço minhas as palavras da nota da Bíblia de Estudo NVI: “… O treinamento dos doze consistia não somente em instruções e prática nas várias formas do ministério, mas também em convívio contínuo com o próprio Jesus e comunhão íntima com ele.”

Essa é a forma, a maneira, o modo, o jeito, de superar a natureza caída. É assim, e só assim, que experimentaremos a liberdade: estando com Jesus, ficando com Jesus, convivendo com Jesus!
Isso se torna mais evidente quando entendemos a ideia por trás da palavra que foi traduzida para o português como designou:“Tornar alguém alguma coisa”. Ou ainda: “Produzir, tornar pronto, fazer algo a partir de alguma coisa, fazer alguém”.

Lembre-se a forte indagação de Jesus: “Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?…”. Foi feita aqueles que não subiram o monte com ELE, aqueles que por um tempo ficaram afastados d’ELE, foi feita aqueles que deixaram-se dominar pela velha e persistente natureza caída.

Terceiro. Quando falo sobre isso: “SUPERANDO A NATUREZA CAÍDA”, É preciso que isso fique claro, quando Jesus chamou aqueles homens de incrédulos e perversos, ELE estava apontando para o domínio que  a natureza caída ainda tinha sobre eles. Essa compreensão se torna mais lúcida ainda ao percebermos como Jesus faz questão de defini-los: “Ó geração…”. No original grego, de acordo com o Léxico de Strong, essa palavra expressa a seguinte idéia: os membros sucessivos de uma genealogia. Queridos, qual era o “pedigree” espiritual daqueles homens, de qual árvore genealógica espiritual eles vinham, qual o DNA da espiritualidade deles? A religiosidade estéril! Seus antepassados conheciam muito bem a religião e eram reféns de sua esterilidade. Por isso Jesus os chamou a um relacionamento, para que eles pudessem experimentar a liberdade dessa natureza caída que apesar da religião, continuava geração após geração dominando e escravizando o ser humano.

Muitos não entendem que fazer parte de uma religião, inclusive a chamada evangélica, não possibilita essa experiência de superação da natureza caída. A maioria das religiões tem o seu valor sociológico, a maioria das religiões estabelece um padrão comportamental moral e ético elogiável, a maioria das religiões promove o bem coletivo, mas nenhuma religião proporcionará liberdade da natureza caída. Esse papel é exclusivo de Jesus.

“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8. 31-32).

Quarto. O domínio da natureza caída é tão real sobre o homem, que mesmo ele vivendo a realidade religiosa, ou até mesmo depois de dizer sim ao chamado de seguir Jesus, ele enfrentará seus ataques. Alguns pensam que Jesus quer reerguer a natureza caída do homem, não! Jesus é a Pedra Angular que veio para esmiuçar, para esmigalhar essa natureza caída. Eis a razão do chamado de Jesus ser primeiramente, em ordem e valor, para estar com ELE, conviver com ELE, antes de trabalhar para ELE: o processo de reduzir a natureza caída ao pó, a absolutamente nada.

Agora preste atenção, da mesma forma que se engana quem pensa que Jesus irá reerguer a natureza caída do homem, se engana quem pensa que esse processo de transformação é simples e rápido. Se você continuar lendo o contexto perceberá que os homens que ouviram da boca de Jesus: “Ó geração incrédula e perversa. Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?”, os nove que não conseguiram libertar o rapaz endemoninhado, juntamente com os três que subiram ao monte, momentos depois estavam discutindo sobre quem seria o maior deles:

“Tendo eles partido para Cafarnaum, estando ele em casa, interrogou os discípulos: De que é que discorríeis pelo caminho? Mas eles guardaram silêncio; porque, pelo caminho, haviam discutido entre si sobre quem era o maior. ” (Marcos 9.33-34).

Conclusão. A natureza caída só é superada num processo de relacionamento com Jesus, um relacionamento constante, diário, genuíno: “Então, designou doze para estarem com ele…”. É assim, é só assim, que a Pedra Angular tornará pó à natureza caída!

,Vencer a natureza caída é um desafio é um chamado a superação, é um chamado para estar, ficar, conviver, ser íntimo de Jesus. É um chamado para todo aquele que mesmo entendendo e experimentando a imensurável graça e misericórdia, o imensurável amor e perdão do Senhor Jesus, ainda assim em determinados momentos pode ouvi-Lo: “Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?…”


Oremos!

pr. Alberto Santos

terça-feira, 18 de julho de 2017

Namoro: o que é, o que não é

  Namoro: Erro número 1: achar que o outro tem que me fazer feliz

Em princípio, o namoro é considerado o tempo que transcorre entre o conhecimento e a escolha para o casamento. Não tem como finalidade o exercício da genitalidade nem a busca do próprio prazer em nome do afeto.

 Não busca preencher solidões mal vividas nem vazios que ninguém pode suprir. Não foi feito para a demonstração das habilidades de cortejo nem para encontrar-se com o outro quando não se tem certeza do que se é.

 Sua finalidade é o conhecimento mútuo, o amadurecimento do afeto até transformá-lo em um amor de decisão, capaz de chegar à escolha que leve à renúncia de qualquer outro homem ou mulher.

 O sexo não deve acontecer durante este processo nem ser a base da relação, e sim o ato culminante do compromisso, quando selado no casamento. Começar o conhecimento pessoal pela nudez e pela entrega genital é restringir o caminho da transparência. É mais difícil ser você mesmo com roupa quando estar nu foi o hábito que o cobriu.

 O objetivo do namoro é ver o outro na claridade da razão, e não na parte nublada do coração; sem minimizar seus defeitos nem maximizar suas qualidades. Descobrir no processo aquilo que nos assemelha, o que faz que sejamos capazes de divertir-nos juntos, de tomar decisões, de saber aonde vamos; aquilo que nos complementa, pois mostra quão enriquecedor pode ser o namoro e um para o outro; aquilo que nos diferencia e que pode nos fazer crescer.

 Um namoro bem conduzido leva à certeza sobre a pessoa que escolhemos para compartilhar a vida. Não se trata da pessoa "ideal", que não existe, mas da pessoa "adequada", aquela que é forte nas fraquezas e habilidosa para lidar com os conflitos.

 Este tempo de relacionamento pode ajudar a observar como a outra pessoa reage durante as situações difíceis da vida: como enfrenta a abundância e a escassez, a saúde e a doença, o sucesso e o fracasso, a morte de pessoas queridas.

 Nada disso pode ser alheio ao casal de namorados, pois tudo fará parte da equipagem da sua vida futura. Conhecer como cada um enfrenta conflitos é essencial, pois eles existirão ao longo de toda a vida.

 Um bom namoro permite construir as primeiras bases do edifício do amor. Não é um tempo para "fazer o outro feliz" (responsabilidade complexa demais), mas para compartilharem a própria felicidade.

 O namoro ajuda a conhecer o nível de generosidade do futuro cônjuge, sua resiliência, seu amor que constrói, não que explora, como se a outra pessoa fosse uma mina da qual tirar proveito.

 O namoro deve levar à experiência de pensar com olhar de futuro, mas sem a fantasia dos contos de fadas, que buscam príncipes e princesas, pois estes não existem; o que existem são plebeus, gente humana, muito humana, que nunca atenderão as expectativas errôneas de ninguém; pessoas que não têm a obrigação de ser responsáveis pela felicidade de ninguém, mas somente companheiras de caminho.

 No namoro, você escolhe a pessoa com quem vai atar amorosamente um jugo (daí o termo "cônjuges") para, juntos, poderem abrir o sulco e plantar a semente da felicidade.

Namoro não é coisa de crianças e adolescentes carentes de amizade, mas de jovens e adultos buscando construir relacionamentos solidos que culmine em casamento.



Extraído: Juan Ávila Estrada, Sacerdote colombiano especializado em Matrimônio e Família. Site Aleteia

terça-feira, 6 de junho de 2017

O que é louvar?

O que é Louvar?
Enaltecer com palavras; dirigir louvores a; elogiar.
Declarar digno de aprovação, aplauso; aprovar.
          Sabe por que estou postando isso? Por que há uma pessoa que fez a maior declaração de amor que alguém poderia. Jesus! - Ele declarou amor por mim e por você na cruz quando se entregou a morte em nosso lugar. .. Então louve a Deus pelo amor Dele e louve a Jesus por se colocar em em meu e seu lugar. você já disse a Jesus que você o ama!
                 FALE AGORA ENTÃO!

quinta-feira, 25 de maio de 2017


Chamados a serem. Corajosos, santos e fieis
  
“Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas” (II Coríntios 4:16-18)

A Palavra nos esclarece que ainda que o homem exterior esteja se consumindo, o homem interior se renova diariamente. Essa renovação nos garante, dentre tantas outras coisas, três elementos fundamentais para o exito em todas as áreas de nossa vida: coragem, santidade e fidelidade.

Coragem
Um dos maiores inimigos do homem é o medo, um espírito maligno que paralisa a fé e inopera a ação. Mas Deus quer que você saiba que aquele que se renova por dentro perde todo o temor. Portanto, pegue o medo e jogue-o no lixo. Agora, como fazer isso? Pelo amor: o que ama a Deus lança fora todo o medo (I João 4:18).

A Bíblia diz que Davi era pequenininho, mas o seu homem interior era grande. Isso é tão verdade, que Davi tragou e derrubou o gigante Golias (I Samuel 17). Davi não teve problema porque conhecia e amava a Deus, por isso rejeitou a armadura de combate. Ele confiou que somente com uma funda e uma pedrinha daria fim ao homem que mais amedrontava e afrontava o exército de Israel.

O homem renovado não compartilha e não aceita o medo, mas o renúncia, porque conhece o amor de Deus e reconhece que o medo é uma regência espiritual. Satanás planta o medo porque quer paralisar a fé e inibir a ação dos filhos de Deus. Não temos que ser temerosos, mas, sim, ousados, “Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de coragem, de amor e de moderação” (II Timóteo 1:7).

Como fez Davi ao incircunciso Golias, assim devemos fazer. Deus ampliará a medida do nosso homem interior, a ponto de tragarmos e derrubarmos qualquer gigante que queira nos ameaçar. Você dirá para todas as situações adversárias que elas não conhecem a estatura do seu homem interior, que tem uma medida ilimitada. Então, se está sobrando medo e faltando amor em você, comece agora mesmo a buscar socorro em Deus, e você terá autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; e nada lhe fará dano algum (Lucas 10:19). Creia nisso!

Santidade

Há uma medida para o homem exterior e uma medida para o homem interior. O homem interior está associado a Jesus (Romanos 7:22; Efésios 3:16, 4:13) e o homem exterior está associado a Adão (Romanos 5:14; I Coríntios 15:22). Agora, como podemos romper com a natureza de Adão e ter a natureza de Deus?

Simples: todo homem interior é chamado à santidade. Se fosse impossível, Deus não nos daria a ordem de Levítico 20:7 “Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus.” Então, como nos renovaremos? Obedecendo ao comando de Romanos 12:2 e descobrindo que Deus é quem opera isso em nós (Filipenses 1:6; 2:13). “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)

É imprescindível reconhecermos que precisamos ser santos, pois esta é uma chamada irrevogável e sem negociação. Somos santificados por e para Deus (João 17:17; Romanos 6:11), que tem o perfil e o caráter modelo para nós. Algo santo é algo separado, consagrado para, que está entregue. Você já não é mais você, porque agora o seu viver é Cristo (Gálatas 2:20; Filipenses 1:21). Você foi separado para Deus, consagrado para Ele, e não pode ser mesclado com as coisas deste mundo, mas precisa estar associado com Deus e plenamente separado das coisas mundanas.

O perfil de Deus é correto. O homem interior que existe em nós precisa ser renovado. A Igreja em Células é a estratégia que trouxe uma saúde verdadeira, faz-nos reconhecer que precisamos de tratamento e, à medida que vamos sendo tratados, Deus vai-nos dando pessoas para que possamos tratá-las e abençoá-las.

O nosso caráter precisa ser mexido e Deus colocará nosso caráter na prensa, porque Ele tem um perfil correto para cada um de nós. Deus quer que saiamos de um nível para outro. E a base para que cheguemos a níveis mais altos está na santificação, precisamos buscar a santidade.

Fidelidade

No Salmo 101:6 Deus está dizendo que procura os fiéis da terra, para que habitem com ele. Você quer habitar com o Senhor? Seja fiel. Se você decidir ser fiel a Deus, Ele lhe dará a posse da bênção, não importa quando. Na hora que você decide, o mundo espiritual se completa e a bênção vem para o mundo físico. Há pessoas que passaram por várias privações e necessidades e estão esperando o tempo em que a bênção virá. Por causa da fidelidade e da decisão, Deus os honrará. Todo homem que decide pela fidelidade tem sobre sua vida e família o derramar de um turbilhão de bênçãos.

Há três coisas que impedem um homem de ser fiel: as lembranças do passado, os costumes antigos e as feridas não curadas. Se reconhecermos nossa necessidade de sermos livres de tudo isso, Deus nos promete uma cura maravilhosa: “Voltai, ó filhos infiéis, eu curarei a vossa infidelidade. Responderam eles: Eis-nos aqui, vimos a ti, porque tu és o Senhor nosso Deus” (Jeremias 3:22).


É necessário vivermos tudo o que temos ouvido e visto, para que a nossa mente seja renovada a ponto da transformação ser externalizada no espírito, na alma e no corpo. Com essa completude, nenhum gigante, nem pecado, nem infidelidade nos assaltarão, e veremos que é possível deixarmos de ser homens e mulheres corrompidos e nos tornarmos homens e mulheres renovados.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ana - Uma mãe Adoradora

1 Samuel 1:5-18

Introdução: Ana foi uma das mães mais fiéis em toda a Bíblia. Fará bem a todos nós   seguirmos seu exemplo como pais. Vamos dar uma olhada neste capítulo inteiro. As provações na vida deste modelo de mãe revelaram sua grande fé. Muitas vezes Deus permite provações na vida do crente para provar sua fé.

 I. Ela estava insatisfeita.

Ela tinha um marido que a amava e era bom para ela, versículo 5: Ele deu a ela uma porção digna. "Ou então, uma porção escolhida, como o Targum, a melhor parte ou porção na oferta de paz, que o sacerdote não tinha, ele tinha o peito e o ombro direito, a melhor peça ele deu para Ana, uma porção dobrada”.
Mas isso não satisfez Ana. Ela não tinha dado ao marido um filho. Ela estava muito preocupada com isso. A falta de um filho criou uma necessidade na vida de Ana que o amor de um marido não podia satisfazer.

II. Ela foi a Deus com o impossível.

Vemos isso em 1 Samuel 1:9-11: "Então Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, sacerdote, estava sentado, numa cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor. Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou muito, e fez um voto, dizendo: Ó Senhor dos exércitos! se deveras atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e pela sua cabeça não passará navalha"
1. Sua oração foi da amargura de sua alma. E ela, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente. Versículos 11-12: "e fez um voto, dizendo: Ó Senhor dos exércitos! se deveras atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e pela sua cabeça não passará navalha. Continuando ela a orar perante e Senhor, Eli observou a sua boca”.

2. Ana estava orando e sua boca se movia   silenciosamente. 1 Samuel 1:13: "Agora, Ana falava no seu coração; apenas seus lábios se moviam, mas sua voz não foi ouvida por isso Eli a teve por embriagada."

3.   Foi uma oração que teve resultados que não foi feita em um som audível. É a oração silenciosa ouvida pelo Senhor.  

a. Suas orações foram específicas.  - b.   foram sinceras.
c.   firmes e constantes.

III. Ela não teve medo de assumir um compromisso.

1. Há aqueles que fazem um compromisso e acham que não tem problema nenhum quebrá-lo.
2. Há aqueles que temem e não faz.
3. O compromisso da Ana revela sua abnegação. Ela definitivamente é classificada como uma "mulher de Deus".
Orar por nossos filhos é muito importante, mas também devemos modelar nossa fé diante deles.

a. Ela foi fiel em assistir a casa de Deus.
É importante notar que ela foi fiel ano, após ano mesmo que Deus ainda não tinha respondido suas orações!
b. Ela foi fiel em aderir à lei de Deus.
c. Ela foi fiel em acompanhar o marido.

VI. Ela não foi facilmente desencorajada.

1. Eli a teve por embriagada por causa da natureza de seu comportamento.
2. Muitos teriam se amargurado e culpado a Deus pelo mau comportamento do sacerdote. (Pastor).
3. O interesse de Elcana e as palavras de consolo proferidas a Ana não era necessariamente conforto mais um chamado a aceitação de seu estado (esterilidade) a qual Ana não aceitou, Verso 8.
a- Ela levantou-se  e foi a casa do Senhor, –verso 9
b. Orou e chorou diante de Deus, - verso 10
c. Fez voto ao Senhor, verso 11;
d. Perseverou em orar, verso12

Percebemos que as palavras de amor de Elcana embora sinceras, não eram suficientes para Ana, ela precisava da palavra de Deus. Nossas palavras não são suficientes, nos maridos, não somos suficientes. Existe momentos e angustias por parte de nossas esposas que só a voz do Senhor é capaz de suprir e acalmar. Verso 17,18

V. Finalmente, ela descansou na promessa de Deus.

1 Samuel 1:17-18: "Então lhe respondeu Eli: Vai-te em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. Ao que disse ela: Ache a tua serva graça aos teus olhos. Assim a mulher se foi o seu caminho, e comeu, e já não era triste o seu semblante"
1 – I Sam. 1:19E levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o SENHOR, e voltaram, e chegaram à sua casa, em Ramá, e Elcana conheceu a Ana sua mulher, e o SENHOR se lembrou dela.”

E Ana concebeu: verso 20 - E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e deu à luz um filho, ao qual chamou Samuel; porque, dizia ela, o tenho pedido ao SENHOR.
I Sam. 1.20 temos o significado do nome Samuel: “o senhor respondeu”.

a.      Ela cuidou de seu filho. Verso 22 -24
b.      Ela consagrou seu filho. Versos 25 - 26
c.       Ela devolveu seu filho   ao Senhor. Versos 27 – 28
d.      E de ano em ano ela vestia seu filho com roupa sacerdotal. I Sam. 2:18,19

Em todo tempo podemos observar a postura de Elcana:
a.      Ele era um adorador, que tinha o habito de cultuar, I sam. 1:3  ;
b.      Ele adorava, sacrificava e ofertava com sua família, verso 4;
c.        Honrava duplamente sua mulher, verso 5;
d.      Elcana se preocupava, se interessava por ela e por seus sentimentos, versos 6,7,8;
Conclusão:  I Sam 2.21   Abençoou, pois, o SENHOR a Ana, e ela concebeu e teve três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR.
O sonho de Deus para Ana não era apenas que ela fosse mãe, mas mãe do maior profeta daquela geração. Samuel não seria um homem comum, mas aquele que traria o povo de Israel de volta para Deus, o último e o maior juiz de Israel.

Samuel seria o homem que restauraria a credibilidade do sacerdócio tão desgastado com o ministério repreensível de Hofni e Fineias. Samuel seria o grande instrumento que Deus usaria para ungir Saul como o primeiro rei de Israel e Davi como o seu sucessor. Que o Senhor abençoe estas palavras aos nossos corações...  

Alberto J. Santos