Louvores Abençoadores

domingo, 27 de outubro de 2019

A IGREJA QUE SOMOS / O MODELO DE IGREJA QUE DEVEMOS SER



I Tessalonicenses 1:1,10 (leia o texto) 

 Os irmãos sabem que “igreja” não é um edifício, uma placa, nem um nome institucional legalizado. Igreja é o corpo de Cristo, seus membros, cada um de nós que estamos nele. Igreja é formada por pessoas redimidas e resgatadas do mundo e do pecado (nem todos, mas paciência!). Igreja, portanto, é a reunião dos crentes em Jesus. É a partir deste conhecimento que inicio este ponto.

A bíblia nunca diz em parte alguma que a igreja de Cristo é imutável, mas sim que Deus o é, como também a sua palavra. Ao olhar para as inúmeras falhas na igreja moderna, muitos declaram que a igreja hoje tem que ser igual da época dos apóstolos, como se a igreja primitiva fosse perfeita.

 A igreja dos apóstolos também tinha os seus problemas, tinha divergências, contendas, ora por causa dos costumes dos povos, por causa das divergências de pensamentos, ora por causa dos pecados dos irmãos. A igreja é feita por humanos e onde há seres humanos há falha. Ao ler o capítulo 15 de Atos e as epístolas de Paulo, principalmente aos Coríntios se vê isso claramente.

Qual o modelo de igreja que devemos ser de acordo com o texto escolhido? Como, a partir desta carta aos Tessalonicenses, Paulo vê a igreja? Como deve se mostrar um povo que professa a sua fé em Jesus Cristo? Em minha leitura encontrei oito pontos fundamentais que podem ser vividos como a eclesiologia de uma igreja local e como projeto de vida de cada cristão que participa da Igreja.
Primeiro - Uma igreja de fé, de amor e de esperança (v.3).

Uma igreja que tem fé é um grupo que realiza a obra da fé. Isso significa que as coisas que esta comunidade faz em relação ao próximo e para si mesma é fruto de sua fé. Esta igreja também acrescenta a essas ações o amor que é o motivador de seus atos. Esta igreja possui uma esperança no Senhor que não se abala diante das adversidades. A fé realiza a obra, o amor é o motivo e a esperança é a garantia do futuro.

Segundo - Uma igreja que compreende que foi eleita por Deus (v.4).

Os cristãos atuais em grande número não conhecem a doutrina da eleição. Como disse, não vou entrar pelo caminho da teologia das palavras, mas essa doutrina nos fala basicamente algumas coisas. 1) nós não tínhamos nenhuma condição de nos aproximar de Deus e de receber o seu perdão, 2) tudo o que fizemos foi transgredir vez após outra os mandamentos de Deus, 3) mesmo assim, Deus nos escolheu e nos elegeu em Cristo para vivermos em sua presença e, 4) Ele decidiu nos aceitar e amar sem merecermos. Isso é eleição!

Terceiro - Uma igreja que experimenta o poder do Espírito e tem fortes convicções (v.5).
O que seria de uma igreja sem o real poder de Deus? O poder do Espírito Santo que cura, liberta e transforma o ser humano na imagem do Filho de Deus e que nos conduz continuamente a termos experiência com Ele? Como imaginar uma igreja que é o corpo do próprio Jesus Cristo não ser canal de seu poder na terra? Da mesma forma, não imaginamos uma igreja sem fortes convicções, sem a mente saudável ou cheia de dúvidas alimentadas por aqueles que vivem como “pedras de tropeço” aos outros. Um povo sem convicções definidas é fraco na fé e anda atrás de “coisas novas” todos os dias.

Quarto - Um povo que se parece com Jesus e é alegre (v.6).

O maior de todos os modelos pessoais para qualquer cristão é Jesus. Portanto, o mais excelente alvo de todos é que uma comunidade de crentes se pareça com ele em suas ações e palavras. Não há desejo mais sublime. Conseqüentemente, uma igreja que se parece com Jesus, é uma igreja feliz, alegre no dia a dia. Agir como o Senhor nos dá alegria de viver. O mundo em nossas últimas gerações ainda não viu Jesus através da sua igreja. Está mais do que na hora disso acontecer.

Quinto - Uma igreja que se torna modelo para as outras ao redor (v.7)

Esta também é uma parte difícil do processo, mas não impossível. Paulo viu o nascimento daquela igreja local e com o passar dos anos seu amor e devoção não diminuíram, ao contrário, foi crescendo a ponto de ser ouvido em partes longínquas do império. Esta comunidade local se tornara um modelo de como os cristãos deveriam viver sua fé, como relacionar-se internamente e com os de fora e como ser relevante para o reino de Deus colaborando com a propagação da Palavra da salvação. Ser um modelo não é ser superior às outras, mas suprir as deficiências delas pelo testemunho de si mesma.

Sexto - Uma igreja missionária (v.8)

Quanto a isso não acredito que se tenha muito que dizer. A igreja por natureza é missionária. Em sua região, cidade, estado ou nação, a igreja já faz missões pela própria existência e viver diário. Somente que existe uma imensa parte do povo de Deus que não tem a mínima preocupação com a obra missionária. Penso que uma comunidade missionária é uma igreja que vê as necessidades do campo missionário como sérias e reais, tanto quanto vê a necessidade que sua cidade seja alcançada pela mensagem do Evangelho. Isso pode ser feito de diversas formas.

Sétimo - Um povo que adora e serve ao Deus verdadeiro (v.9)

Somos chamados antes de tudo para ser adoradores. Sabemos disso e muito bem. Muitas igrejas locais se empenham em realizar congressos e seminários, encontros e shows de adoradores e atuam diversificadamente com esse objetivo. A questão aqui não é que a adoração seja uma questão de músicas e palestras. Uma igreja que serve e adora a Deus faz isso com sua vida. Em casa, no ambiente de trabalho, no meio da família e em sociedade, a adoração é um estilo de vida. Em outras palavras. Tudo o que eu faço, toda a minha vida deve servir para que Deus seja visto e reconhecido em cada detalhe. Isso sim é desafio!

Oitavo - Uma igreja que aguarda a volta de Jesus (v.10)

Por fim, uma igreja que não anseia o retorno de Jesus não é igreja, é um clube social. Uma igreja que espera a volta de Cristo não acumula tesouros e bens na terra, não compra um carro novo a cada ano aumentando sua frota particular, não ostenta riqueza e glamour e tampouco faz planos apenas para esta vida, como se não fosse viver em outro mundo. Uma igreja que espera o retorno de Cristo vive como se fosse um forasteiro nesta terra, pronto para partir a qualquer momento.
Acredito que estes motivos e argumentos extraídos da carta aos tessalonicenses podem se constituir um excelente fundamento para um sólido modelo de igreja neotestamentária, séria, relevante, adoradora, responsável socialmente, que reconhece sua dívida com Jesus Cristo e lhe tem como Senhor e Cabeça e que anda, não em direção à glória desta terra, mas em direção à glória do mundo vindouro.

Reflita: Que tipo de Cristão e  igreja sou e qual modelo devo ser!

Oremos por isso!

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Campanha: 21 dias de oração e jejum 2019


 

Chegou o momento de unir-nos para um tempo de jejum e oração na presença de Deus. Temos tanta convicção da necessidade e da urgência deste período. Como precisamos de Deus! Como precisamos nos consagrar mais radicalmente a Ele e a seus propósitos.

Por isso, convocamos toda a liderança. Pastores, conselheiros, líderes de ministérios, diáconos, professores e todos os membros da Igreja Batista Manancial para um período de 21 dias de clamor e consagração a Deus em oração e jejum.

Cremos que estes dias de oração e jejum serão tremendos diante do Pai e veremos um mover do Espírito Santo em nosso meio. À medida que você avançar no jejum ao longo desse período começará a sentir mais fortemente a presença de Deus. Cremos que o jejum é uma arma muito poderosa dada pelo Senhor à sua igreja e se o buscarmos de todo coração, temos a certeza de que ele nos inundará do seu poder. Isso resultará em bênçãos para nós, para nossa família e na salvação de muitas e muitas vidas. Cremos que o Espírito Santo o encherá de uma grande alegria e um refrigério espiritual como poucas vezes você provou antes. Sua fé será fortalecida e você receberá uma sensibilidade espiritual que liberará uma nova unção sobre sua vida, família e igreja.

Para que isso aconteça, vamos BUSCAR A DEUS com oração e jejum, em unidade com toda a igreja e com sério comprometimento pessoal.

SOBRE O JEJUM

Na Palavra de Deus, o jejum está ligado à abstenção de alimentos para finalidades espirituais; não é greve de fome com finalidade de barganhar com Deus e “merecer” sua bênção; não é dieta para propósitos físicos, mas é para concentrar-nos em objetivos espirituais.

Muitas pessoas não gostam do jejum porque o associam a práticas ascéticas extremistas da idade média, ao farisaísmo, a algum tipo de penitência, ou simplesmente porque têm medo de sofrer problemas físicos como dores de cabeça, fraqueza ou tonturas.

Mas o fato é que a oração e o jejum são extremamente benéficos para a vida do crente; Jesus os praticou e fortemente os recomendou aos seus discípulos. Quando tratou do jejum, Jesus se preocupou com a questão da verdadeira motivação, Mateus 6.16-18. Não podemos pensar que o jejum tenha poder de mudar a Deus ou forçá-lo a fazer algo que ele já tenha dito que faria.

Precisamos entender que o jejum está centrado em Deus: é para buscá-lo, para adorá-lo e para dedicar-nos totalmente a ele e experimentarmos a sua vontade para nós. A profetiza Ana adorava com jejuns, Lc 2.37; os profetas e mestres da igreja de Antioquia jejuavam, At 13.2; Deus pergunta para quem jejuamos, Zc 7.5. O jejum é instrumento para a disciplina do corpo, 1 Co 9.27; é uma forma poderosa de nos humilhar diante de Deus, Sl 35.13, Is 58.9, 14, e Jesus ainda declarou que esperava que seus discípulos jejuassem, Mt 9.15... Então, vamos entrar nessa batalha juntos.

ORIENTAÇÕES SOBRE O JEJUM

Defina um tipo de jejum: Há muitos tipos de jejuns. Defina um que seja mais apropriado para você:
a) Jejum com uma refeição por dia, apenas o café da manhã,  jantar ou o almoço;
b) Jejum de Daniel, com abstenção de todo tipo de carne, doces, refrigerantes, açúcar, adoçante ou qualquer tipo de manjar;
c) Jejum de dieta líquida, consumindo apenas sopas, sucos e água;
d) Jejum completo de 24 horas apenas com água, por um período máximo de três dias e depois voltando para um dos tipos de jejum acima.
e) Faça o propósito de não assistir ou pelo menos diminuir o uso da TV e das mídis sociais durante os 21 dias de jejum ou abster se totalmente em algum período dele.

RECOMENDAÇÕES

·      Há... E durante todo o período de Jejum, vamos tomar bastante água, pelo menos dois litros por dia.
·      Ler a bíblia juntamente com a reflexão do dia que estará disponível no blogue: https://albertojsantos.blogspot.com/ https://www.facebook.com/manancialpampulha
·      Se esforçar para frequentar à igreja nos cultos e reuniões de orações que acontecerão todos os dias.
·     Incentivar e convidar outros irmãos a participar da campanha 21 dias de oração e jejum.
ORIENTAÇÕES PARA A ORAÇÃO:

• Estabeleça seus objetivos: Por que você está orando e jejuando? Há uma crise pessoal? Você está buscando renovação, direção de Deus ou solução de algum problema?  - Ótimo! Estabeleça seus alvos com clareza e escreva-os.
• Dedique diariamente pelo menos uma periodo para a oração.
• Prepare-se espiritualmente para esta campanha.
→ Peça ajuda ao Espírito Santo. Comece o jejum com coração quebrantado, confessando cada pecado que o Espírito lhe mostrar e creia no perdão do Senhor.
→ Perdoe a qualquer um que o tenha ofendido. Não ore e jejue com o coração amargurado.
→ Se seu pecado exige restituição ou conserto com alguém, faça-o logo no começo do seu jejum.
→ Busque o enchimento do Espírito Santo. Use músicas de adoração, prostre-se diante de Deus, gaste tempo orando.
→ Reconheça Jesus como Senhor e recuse-se a fazer sua própria vontade.
→ Gaste tempo louvando a Deus e agradecendo pelo que ele fez e fará. Coloque expectativas no seu coração pelo mover de Deus. Creia nos milagres e tenha uma atitude de louvor e gratidão. Creia que Deus é o mesmo e não muda, e que como ele agiu com Daniel, assim fará com você: “Não tenha medo, Daniel. Desde o primeiro dia em que você decidiu buscar entendimento e humilhou-se diante do seu Deus, suas palavras foram ouvidas, e eu vim em resposta a elas,” Daniel. 10.12.
 → Ao mesmo tempo, resista a todos as forças espirituais que têm se levantado contra você, sua família e ministério. Espere por muita resistência espiritual no início do jejum. São comuns pressões na mente, acusações e desânimo com o fim de nos fazer desistir.
→ Ore com disposição por alguns alvos que estabelecemos para toda a igreja:
a) Pela liderança e seus familiares - pastores, obreiros, diretoria, conselheiros, líderes de louvor e ministérios, diáconos e professores, pelo pastor Alberto e família.
b) Pelos Pequenos Grupos da igreja –por unidade, renovação espiritual, pela transformação da vida dos novos convertidos, pelos líderes em treinamento. 
c) Pelo crescimento da igreja– que cumpramos a vontade de nosso Senhor que deseja que testemunhemos e geremos muitos filhos para o Pai. Peça a Deus que lhe dê o privilégio de alcançar: +1 para Jesus.
d) Pela Manancial em Santa Luzia – por avivamento espiritual, por operação de maravilha entre nós, pelas famílias, pelos jovens, pelas crianças e para que sejam frustrados todos os esforços do inimigo para tentar impedir a obra  de Deus.

LEITURA DO GUIA DEVOCIONAL

Durante os 21 dias, teremos 21 mensagens, uma para cada dia, desenvolvidas para nos orientar na campanha de oração e jejum. Devemos manter sempre em mente a indagação: A igreja que somos e a igreja que devemos ser. (como primeira lição) Analisando Atos 2: 41,47 e I Tessalonicenses 1:1,10, percebemos que o derramamento do Espirito Santos foi uma promessa de Deus aos seus discípulos, mas que veio em resultado a uma espera obediente e perseverante  de uma ardente expectativa de uma vida de poder manifesto em oração. E as demais reflexões a partir do texto de Daniel capitulo 10.  

• Reserve parte do tempo do seu devocional diário para ler a mensagem e meditar sobre ela. Use o texto de guia nestes 21 dias de jejum e oração pois cada mensagem terá um tema edificante e desafiador.

• Peça ao Senhor para trabalhar intensamente em você e para que suas   promessas se tornem realidade em sua vida. O alvo é que você, sua família e a igreja sejam impactadas pelo Pai.
Então... Vamos começar.  Seremos muito abençoados e toda a igreja sentirá o reflexo de discípulos do Senhor, mais fortes e cheios do Espírito Santo. Lembre-se de que os 21 dias de jejum e oração serão um desafio para todos.

Que Deus se agrade de nós e nos abençoe ricamente. Tudo somente por ele e para ele!
                                                                                                          Pr. Alberto


sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Por que casamos


Por que casamos


     Conforme informação divulgada pelo Barna Group, instituto de pesquisa que se dedica a estudar o ambiente cristão e seu impacto na sociedade, assim como a influência da cultura secular entre os evangélicos. Diz que hoje em dia, infelizmente a proporção de casais cristãos que se separam é a mesma constatada em outros setores da sociedade. Em cada 09 casamentos, 03 acabam em divórcio.

Não há dúvida de que o divórcio é uma tragédia que vem crescendo no meio da igreja. Não há cristão que não conheça casal dentro da igreja se separando ou já separado. Os exemplos incluem até entre a liderança.

Percebemos que ser cristão e estar apaixonado não basta para um casamento bem-sucedido.

Mas, o que tem acontecido para tantos divórcios em nosso meio, se sabemos que Deus declarou: "Odeio o divórcio". (Ml 2:16) - Fica então uma pergunta intrigante: Por que está aumentando entre o povo de Deus algo que Ele odeia?

Creio eu que a maior causa é o abandono da bíblia, que é a palavra de Deus, como único livro de regras para nós. Afirmamos no batismo que cremos na Bíblia como único livro de regras e fé, aceitamos na como livro de fé, mas não como livro de regras.

Diante disso os casais acabam por não resistirem às aflições e transpor os obstáculos da vida. Coisas como: Infidelidade, que alias é a maior causa de divórcios;  - Descontrole financeiro; vícios (droga, bebida, jogo, pornografia, internet, etc.);  - Incompatibilidade de gênio, que a bíblia  chama de "dureza de coração", que é quando o casal não se entendem  e permanecem em suas trincheiras sempre se defendendo e atacando o outro, não se perdoando, não admitindo os próprios erros e culpas. Não cedem e não estão dispostos a mudar;  - Ingerência de terceiros, (as más conversações); - Fim dos sonhos em comum;  - Necessidades emocionais não satisfeitas; - Rotina;  - Ciúmes;  - Papéis não são assumidos.

Na verdade, podemos reduzir tudo isso ao que o Apostolo Paulo escreve orientando Timóteo, “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus,”  2 Timóteo 3:1-4...

Felizmente, Deus não nos deixou sem ajuda. Na Bíblia, em Jesus, ele nos ensina como viver. Maridos e mulheres, não importa se são recém-casados ou se estão juntos há muitos anos, podem aprender e crescer com base nessa sabedoria profunda e provada pelo tempo.

É na palavra de Deus que entenderemos Qual é o propósito do casamento, E o que devemos realizar por meio dele.

Primeiro - Precisamos saber e entender que foi Deus quem criou o casamento. A partir de Gênesis – o primeiro livro da Bíblia, no qual lemos a história da criação -, descobrimos que a ideia de casamento de Deus é a fusão de duas vidas da maneira mais profunda possível em uma nova unidade que não somente satisfará as pessoas envolvidas, com também servirá aos propósitos de Deus do modo mais elevado.
Segundo - Precisamos entender quais os motivos para Deus criar o casamento.
 1º- Motivo: Companheirismo e compromisso. O coração da humanidade clama por companhia. Somos criaturas sociais. O próprio Deus disse a respeito de Adão: "Não é bom que o homem esteja só" (Gn 2: 18). Lembro que esta análise foi feita antes da queda da humanidade, e que esse homem já tinha a companhia afetuosa e pessoal de Deus. Ainda assim, o Senhor disse: "Isso não basta".

A solução de Deus à necessidade do homem foi criar a mulher (Gn 2:18). O termo hebraico usado aqui significa, literalmente, "face a face': Isto é, Deus criou um ser com quem o homem poderia ter um relacionamento face a face. Isto revela o tipo de relação pessoal profunda por meio da qual os dois são ligados em uma união inseparável que satisfaz os anseios mais profundos do coração humano. O casamento foi a resposta de Deus à necessidade mais profunda do ser humano: a união da vida de uma pessoa com outra.

Essa unidade deve abranger todos os aspectos da existência. Não se trata apenas de um relacionamento físico. Nem é simplesmente dar e receber apoio emocional.

Mais que isso, é a união total de duas vidas no âmbito intelectual, social, espiritual, emocional e físico. Esse tipo de união não pode existir sem o compromisso profundo e duradouro que Deus quer que acompanhe o casamento.

O propósito supremo do casamento é a união de dois indivíduos no nível mais profundo possível e em todas as áreas, o que, por sua vez, proporciona o maior sentimento de realização ao casal e, ao mesmo tempo, serve melhor aos propósitos de Deus para a vida deles.

2º -Motivo - Devemos entender que através do casamento Deus quer refletir sua gloria através da unidade do casal. Em Gênesis 2:24, em que Deus diz: "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne" (itálico acrescentado), é o mesmo termo hebraico empregado para o próprio Deus em Deuteronômio 6:4, em que lemos: "Ouça, ó Israel: o SENHOR, o nosso Deus, é o único SENHOR" (itálico acrescentado).

A palavra "único" fala de uma unidade composta, em oposição à unidade absoluta. As Escrituras revelam Deus como Pai, Filho e Espírito, embora um só. Não temos três deuses, mas um Deus, trino em sua natureza.

Deus deve permanecer no vértice de um casamento cristão. Podemos, porém, mudar a posição dos nomes marido e mulher, pois eles devem ser um.

Em nossa era individualista, "unidade" não é um conceito dos mais cultivados. Todavia, a unidade conjugal não erradica a personalidade.

Pelo contrário, ela liberta as pessoas para expressarem sua diversidade e, ao mesmo tempo, experimentarem completa unidade com seu parceiro. Você é livre para ser tudo o que Deus pretende que seja, mesmo experimentando tudo o que Deus pretendeu quando uniu você no casamento. Nenhuma verdade poderia ser mais libertadora e satisfatória.

E, por fim - Quer estejam apenas começando sua nova vida como marido e mulher, quer sejam casados há muito tempo, se estão pavimentando seu caminho em meio a desafios, espero que tenham o alvo do casamento claro na mente: unidade no sentido mais profundo possível em todas as áreas da vida. Isto pode ser apenas um sonho para você, mas se tiver disposição para trabalhar nele, pode torná-Ia realidade.

É verdade que nenhum dos cônjuges podem sozinho fazer do casamento uma benção ideal. Mas, cada um pode fazer alguma coisa por conta própria. E essa alguma coisa pode ser usada por Deus para incentivar a mudança em seu cônjuge.

Afinal, o casamento ideal é construído com o esforço dos dois, trabalhando em sintonia e unidade com o Espirito santo.  “Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade.” Eclesiastes 4:12

Um Deus que não muda é garantia suficiente de Esperança!


      Texto: Hebreus 13: 7 a 9

“Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13.8).

Parece-nos que o cap. 13 seja um apêndice, que aplica as assertivas da epístola a questões concretas da Igreja. Vamos ver, como poderíamos dividi-lo: a) 13.1-6: exortação a uma vida cristã; b) 13.7-17: ortodoxia, obediência à Igreja.

A Epístola aos Hebreus é um sermão que foi escrito para uma comunidade que estava em perigo de esmorecer na fé (2.13; 12.4) e de conformar-se de novo com a vida mundana (13.13s). Aqueles que foram chamados a serem cidadãos de um mundo novo, estão se acomodando ao velho mundo. Para arrancar a Igreja desta situação, mostra-lhe o seguinte: Cristo é a perfeita e definitiva revelação salvífica de Deus, justamente por ter sido o humilde neste mundo. O autor tem, portanto, o máximo interesse em conseguir convencer a seus leitores que Jesus é realmente a perfeita revelação salvífica de Deus. - Então o autor aos Hebreus exorta os crentes a se acautelarem acerca das falsas e estranhas doutrinas, recomendando-os a se lembrarem de seus antigos pastores, que lhes pregaram a palavra de Deus, a fim de imitarem a sua fé. É nesse contexto que ele afirma a imutabilidade de Jesus Cristo. Destacamos, portanto, aqui três verdades solenes:

O nosso texto: Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre. Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça (v. 8-9b). Nesta passagem o autor de Hebreus se concentra numa coisa:
Jesus Cristo é o verdadeiro guia. Sua preeminência é permanente, e sua liderança é eterna. Para nós sermos seus guias, bastam a fé e a graça.

Em primeiro lugar, Jesus Cristo é o mesmo ontem. Ontem ele foi o Cristo da profecia. Todo o Antigo Testamento apontava para ele. Ele é tudo nas Escrituras. Os patriarcas falaram dele. Os profetas apontaram para ele. O cordeiro da páscoa era um símbolo dele. O tabernáculo era um tipo dele. A arca da aliança e os objetos que dentro dela estavam eram sombra dele. As festas de Israel anunciavam a ele. Os sacrifícios eram prenúncios do seu sacrifício perfeito. O sábado, apontava para ele, o único que oferece descanso verdadeiro para a nossa alma. Jesus Cristo é a semente da mulher que esmagou a cabeça da serpente. Ele é o Maravilhoso Conselheiro, o Deus forte, o Pai da eternidade e o Príncipe da paz. Ele é o Emanuel, o Sol da Justiça e a brilhante Estrela da manhã. Ele o Verbo que se fez carne, o Filho do Altíssimo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

Em segundo lugar, Jesus Cristo é o mesmo hoje. O mesmo que habitou com o Pai em glória excelsa antes que houvesse mundo; o mesmo que criou todas as coisas e as sustenta pela palavra do seu poder; o mesmo que na plenitude dos tempos nasceu de mulher, sob a lei, para ser o nosso Redentor; o mesmo que habitou entre nós cheio de graça e de verdade, andando por toda parte fazendo o bem e libertando os oprimidos do diabo, está conosco; o mesmo que voltou ao céu, derramou o Espírito Santo e está assentado no trono como o governador do universo; o mesmo que à destra do Pai exerce a gloriosa função de Sumo Sacerdote e Advogado do seu povo está conosco. Ele é o mesmo em seus atributos e o mesmo em suas poderosas obras. Ele é o Pastor e Bispo da nossa alma. Ele é o nosso Refúgio verdadeiro, a nossa alegria, a nossa paz, a nossa justiça, a razão suprema da nossa vida. Nele não há nenhuma sombra. Em seu caráter não há qualquer variação. Ele é o Rei da glória, diante de quem se curvam os exércitos celestiais. Ele é fundamento, o dono, o edificador e o protetor da igreja. Ele é a porta da salvação, o caminho para Deus, a verdadeira luz que ilumina a todo homem. O mesmo que triunfou sobre os principados e potestades na cruz está conosco. Ele é quem nos toma pela mão direita, nos guia com o seu conselho eterno e nos recebe na glória.

Em terceiro lugar, Jesus Cristo é o mesmo para sempre. Há plena consistência na pessoa de Jesus Cristo. Ele nunca mudou nem jamais mudará. Ele é o mesmo que foi ontem, é hoje e será para sempre. Seus atributos são os mesmos. Suas obras são as mesmas. O que ele fez e faz, também continuará fazendo. Ele nunca desistiu de ser o Redentor, poderoso para salvar e perdoar. Ele nunca abriu mão de sua graça, suficiente para redimir pecadores mortos em seus delitos e pecados. Ele pode tudo quanto ele quer. Ele faz tudo conforme o conselho de sua vontade. Ele cumprirá cada promessa feita. Ele consumará a história, levando-a ao seu desfecho final. Ao fechar as cortinas do tempo e abrir os portais da eternidade ficará notório que ele colocará todos os seus inimigos debaixo de seus pés e reinará soberana e gloriosamente com sua igreja, pelos séculos eternos. Afirmamos, portanto, que de eternidade a eternidade ele é Deus. Ele tem em suas mãos o universo. Ele governa sobre as nações. Os reinos deste mundo estarão sob o seu governo e ele reinará para sempre, porque nele nunca houve nem jamais haverá mudança. Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre o mesmo!

Deus não muda. Em Tiago 1:17, está escrito "Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação". Em Deus, não há sequer sombra de variação. O Senhor é o mesmo ontem e hoje e será para sempre (Hebreus 13:8).


Se Deus não muda, então Seu amor por nós não muda, Sua bondade para nos abençoar não muda, Sua justiça não muda, Sua misericórdia para nos perdoar não muda e Sua Palavra não muda (Mateus 24:35).


E, por fim...
Um Deus que não muda é garantia suficiente para nós, tanto para sermos pastores e guia dos santos, quanto para sermos ovelhas de seu aprisco. Vejamos Hebreus 11... Pudemos notar que a galeria dos heróis da fé não é uma lista exaustiva, mas representativa. O próprio escritor de Hebreus reconhece que existem tantos exemplos de heróis da fé a serem citados, que lhe faltaria tempo para fazê-lo (Hebreus 11:32).

Mas todas essas pessoas tiveram em comum o fato de terem sido declaradas justas por Deus, isto é, obtiveram bom testemunho diante d’Ele (Hebreus 11:2). Essa justificação, porém, não estava baseada em suas obras, mas unicamente na fé.
É fácil entender isto quanto notamos que a própria Bíblia destaca claramente as fraquezas e erros de todos os nomes mencionados na galeria dos heróis da fé. Nenhum deles era perfeito e, portanto, nenhum deles era também capaz de agradar a Deus com suas próprias habilidades.

Então como eles puderam ser contados como heróis da fé? A resposta é dada pelo próprio autor de Hebreus ao mencionar o maior de todos os heróis da fé: Jesus Cristo! A fé genuína que os heróis do Antigo Testamento demonstraram estava fundamentada no Messias que haveria de vir. Os heróis da fé do passado já terminaram suas carreiras, e em certo sentido, hoje formam uma nuvem de testemunhas que nos assisti, e através de seus exemplos, nos encorajam (Hebreus 12:1).

Mas o escritor de Hebreus faz questão de ressaltar que o nosso Senhor Jesus Cristo é o exemplo supremo de fé. Ele suportou a cruz para salvar seu povo, e hoje está assentado à destra do trono de Deus. Ele é o grande Herói da fé, o único que pode ser designado como o “Autor e Consumador da fé”. Por sua justiça, por seus méritos, homens tão imperfeitos e indignos puderam achar graça diante de Deus. Então o escritor de Hebreus conclui sua galeria dos heróis da fé exortando os seus leitores a olhar firmemente para Cristo (Hebreus 12:2,3).

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Eclesiastes, Buscando o sentido da Vida.


Eclesiastes, Buscando o sentido da Vida.

Em Eclesiastes Salomão, já com idade avançada nos apresenta um estilo de vida e escolhas que nos levarão a um profundo vazio na alma e a uma vida completamente sem sentido. Podemos ver isso claramente do capítulo 1:1 ao 2:26.

A partir daí, ele nos apresenta sua impressão sobre diversos assunto e percebeu um vazio tremendo em decisões, práticas e empreendimentos que ele fez, com o objetivo de preencher sua alma, mas que não surtiram efeito algum.

Muitos de nós faz do trabalho, habilidades pessoais e do foco, grandes armas para a construção de uma vida satisfatória, mas é um grande engano.

Todos iremos morrer, e muitas pessoas no auge de seu sucesso, quando estão prestes a desfrutar o fruto de seu trabalho, morrem. Quando se deparou com a vaidade que há nisso, Salomão percebeu que apenas Deus pode nos dá satisfação genuína na vida.

Salomão, o ser humano mais sábio que viveu na Terra, não foi capaz de encontrar todas as respostas. Não há limites para o conhecimento. Contudo, o caminho para todas as respostas estão em temer a Deus, no tempo certo Ele revelará o propósito de cada coisa.

Em Eclesiastes aprendemos que: - A vida está repleta de vaidade e as vaidades dirigem o mundo. - Que devemos desfrutar a vida com temor A Deus. – Que há tempo para tudo e devemos aprender a observar e aguardar o tempo certo. – Que é melhor serem dois do que um e que o trabalho em dupla ou equipe traz mais resultados, segurança e realização. –

 Aprendemos que o simples fato de ter uma esposa e o que comer é motivo de felicidade e que a riqueza e prosperidade é um presente de Deus. – A cobiça e ambição trazem muitos sofrimentos. – Que devemos zelar por um bom nome que aliás tem mais valor que as riquezas e os bens. – Devemos ser bons cidadãos e que a vida tem muitos mistérios difíceis de explicar, então viva! – Alias, aprendemos no capitulo 9, que não devemos gastar nossas energias para tentar entender os mistérios da vida e sim em desfrutar da vida, com a pessoa que amamos. – Na vida existem muitos loucos cometendo loucuras, mas devemos ser sábios e escolher o bem! – No cap. 11, aprendemos que felicidade é recompensa para os diligentes, cuidadosos e esforçados. E, no cap. 12 Aprendemos que devemos nos relacionar com Deus já na juventude e ter cuidado com os excessos e que o grande segredo de uma vida feliz aqui e no porvir é: Verso 13b “Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem.” No verso 14, entendemos o porquê de temer a Deus. – Ec. 12:14 “Pois, Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau.” Prestaremos contas no final, pois de Deus nada escapa.

                                                           De vosso conservo, Alberto Santos. Pastor

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

CONSOLO NAS AFLIÇÕES

                                 
 "Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido"  (Hebreus 12:5)

“Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão. Porque o SENHOR repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3:11-12)

Nem toda correção é santificada pelos que a recebem. Alguns são endurecidos, outros esmagados debaixo dela. Muito depende do espírito com que as aflições são recebidas. Não há virtude em provações e problemas em si mesmos: é somente como eles são abençoados por Deus que o cristão é beneficiado. Como Hebreus 12:11 nos informa, aqueles que são "exercitados" sob a vara de Deus são os que produzem "um fruto pacífico de justiça". Uma consciência sensível e um coração terno são os adjuntos necessários. Em nosso texto o cristão é advertido contra dois perigos totalmente diferentes: não desprezar e não se desesperar. Estes são dois extremos contra a qual é sempre necessário manter um aguçado olhar vigilante. Assim como toda a verdade da Escritura tem sua contraparte de equilíbrio, assim todo o mal tem seu oposto. Por um lado, há um espírito altivo, que zomba da vara, uma vontade obstinada que se recusa a ser humilhada desta forma. Por outro lado, há um desfalecimento que afunda totalmente sob ela e dá lugar ao desespero. Spurgeon disse: "O caminho da justiça é uma passagem difícil, entre duas montanhas de erro, e o grande segredo da vida do cristão é descansar de seu o caminho ao longo do estreito vale".

I. Desprezando a vara. Há várias maneiras em que os cristãos podem "desprezar" as correções de Deus. Podemos citar quatro delas:

1. Por insensibilidade. Ser impassível é a política da sabedoria carnal - fazer o melhor de um mau trabalho. O homem do mundo não conhece plano melhor do que cerrar os dentes e demonstrar valentia externa. Não tendo o Divino Consolador, Conselheiro ou médico, ele cai sobre seus próprios pobres recursos. É indizivelmente triste quando vemos um filho de Deus conduzir-se como um filho do diabo. Para um cristão o desafiar as adversidades é "desprezar" a correção. Em vez de endurecer-se para suportar estoicamente, deve haver um enternecimento do coração.

2. Por reclamar. Isto é o que os hebreus fizeram no deserto, e ainda há muitos murmuradores no acampamento de Israel. Uma pouco de doença, e nos tornamos tão irritadiços que nossos amigos ficam até com medo de chegar perto de nós. Alguns dias na cama, e lamuriamos e bufamos como um novilho não domado. Perguntamos de forma impertinente: Por que essa aflição? O que eu fiz para merecer isso? Olhamos ao redor com olhos invejosos, e ficamos descontentes porque os outros estão carregando uma carga mais leve. Cuidado, meu leitor: isso pesa contra os murmuradores. Deus sempre corrige duas vezes se não somos humilhados na primeira. Lembre-se de quanta escória ainda está entre o ouro. Veja as corrupções do seu próprio coração, e maravilhe-se que Deus não tem ferido você duas vezes mais severamente. "Filho meu, não desprezes a correção do Senhor".

3. Por críticas. Quantas vezes questionamos a utilidade da correção. Como cristãos, parecemos ter pouco mais de bom senso espiritual do que tínhamos quando crianças a sabedoria natural. Como crianças pensávamos que a vara era a coisa menos necessária em casa. É assim com os filhos de Deus. Quando as coisas correm como nós gostamos, quando algumas bênçãos temporais inesperadas são concedidas, não temos dificuldade em atribuir tudo a um tipo de providência. Mas quando nossos planos são frustrados, quando as perdas são nossas, é muito diferente. No entanto, não está escrito: "Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas" (Isaías 45:7)? Quantas vezes a coisa formada está pronta para reclamar: "Por que me fizeste assim?" Dizemos, não posso ver como isso pode possivelmente beneficiar a minha alma. Se eu tivesse uma saúde melhor eu poderia participar da casa de oração mais frequentemente! Se eu tivesse sido poupado daquelas perdas no negócio, eu teria mais dinheiro para a obra do Senhor! O que de bom pode vir dessa calamidade? Como Jacó, gritamos: "Todas estas coisas vieram sobre mim". O que é isso, senão"desprezar"a vara? A tua ignorância desafia a sabedoria de Deus? A tua miopia coloca em dúvida a onisciência?

4. Por descuido. Assim é que muitos falham em corrigir seus caminhos. A exortação de nosso texto é muito necessária para todos. Há muitos que têm "desprezado" a vara, e em consequência, eles não têm tido benefício com isso. Muitos cristãos tem sido corrigidos por Deus, mas em vão. Doenças, derrotas, privações chegam, mas não tem sido santificadas pela oração e auto-exame. Oh irmãos e irmãs, prestem atenção. Se Deus está corrigindo a ti "Considerai os vossos caminhos" (Ageu 1:5), "Pondera a vereda de teus pés" (Provérbios 4:26). Tenha certeza de que há alguma razão para a correção. Muitos cristãos não tão severamente corrigidos se inquirissem a causa da mesma.

II. Desmaiando sob a vara. Tendo sido advertido contra o "desprezo" da vara, agora somos exortados a não dar lugar ao desespero quando sob ela. Há pelo menos três maneiras pelas quais o cristão pode "desmaiar" sob a correção do Senhor:

1. Quando ele abre mão de todos os esforços. Isto é feito quando caímos no desalento. O ferido conclui que é mais do que ele pode suportar. Seu coração cai diante dela; a escuridão o engole, o sol da esperança é eclipsado, e a voz de ação de graças é silenciada. O "desmaiar" significa tornar-nos inaptos para o cumprimento de nossos deveres. Quando uma pessoa desmaia, ele é considerada inerte. Quantos cristãos estão prontos para abandonar completamente a luta quando a adversidade entra em sua vida. Quantos se tornam inertes quando o problema vem na sua direção. Quantos, pela sua atitude, dizem, a mão de Deus pesa sobre mim: não posso fazer nada. Ah, meu amado, "não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança" (I Tessalonicenses 4:13). "...não desmaies quando por ele fores repreendido". Quando estiver envolvido com essas coisas: Reconheça a mão do Senhor nisso. Lembre-se de tuas aflições estão entre as "todas as coisas" que cooperam para o bem.

2.Quando ele questiona sua filiação. Não há poucos cristãos que, quando a vara desce sobre eles, concluem que eles não são filhos de Deus, afinal. Esquecem-se que está escrito "Muitas são as aflições do justo" (Sl 34:19), e que "por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus"(Atos 14:22). Alguém pode dizer: "Mas se eu fosse Seu filho eu não deveria estar neste estado de pobreza, miséria, dor". Veja o versículo 8: "Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos". Aprenda, então, a olhar as correções como provas do amor de Deus te purgando, podando, purificando. O pai de família não se preocupa muito com os de fora de sua casa: são os que estão dentro que ele guarda e guia, alimenta e está e se conformam com sua vontade. Assim é com Deus.

3.Quando ele se desespera. Alguns alimentam a fantasia que eles nunca irão sair de seus problemas. Alguém diz, eu tenho orado e orado, mas as nuvens não se dissipam. Então conforta-se com esta reflexão: É sempre a hora mais escura que precede o amanhecer. Portanto, "não desmaie" quando fores repreendido por Ele. Mas, outro diz, eu tenho confiado em suas promessas, e as coisas não melhoram. Eu pensei que Ele libertou os que chamou a Ele; chamei, e ele não respondeu, e eu temo que ele nunca fará. O que, filho de Deus, fala de teu Pai, assim! Você diz que ele nunca vai deixar de ferir porque Ele tem ferido você por tanto tempo. Ao invés, diga que Ele já feriu por tanto tempo que devo ser liberto em breve. Não desprezeis: não desfaleça. Que a graça divina possa preservar tanto o escritor quanto o leitor de qualquer extremo pecaminoso.

 Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira
Fonte:  Comfort for Christians de  A.W.  Pink

Livro completo no Link:
     http://www.discernimentobiblico.net/consolo%20nas%20afli%E7%F5es%20a.w.pink.html 

domingo, 6 de janeiro de 2019

7 Hábitos Financeiros Ensinados Na Bíblia


Mudanças simples que você pode fazer que terão um grande impacto não apenas no seu bolso, mas também em você!

1º - Reconheça que tudo que você tem… não é seu. Você é um gerente dos recursos de Deus. 1 Crônicas 29:11 nos diz: “Tudo nos céus e na terra é seu, ó Senhor…”

2º - Entenda que Deus espera que você administre seus recursos com sabedoria. Como você é fiel com o pouco, Ele lhe confia mais… como Ele julgar apropriado. 1 Crônicas 29:12 nos diz que a riqueza vem dEle e somente dEle.

3º - Devolva o dizimo e seja um ofertante

a)        Devolver o dizimo é um ato de fé e gratidão: Hebreus 7. 1-3. O dízimo partiu da voluntariedade de Abraão. Depois Jacó fez o mesmo. Gn 28. 20-22. E em Malaquias “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. ” Malaquias 3:10
b)       Seja um ofertante generoso: “Alguns há que espalham, e ainda se lhes acrescenta mais; e outros que reteem mais do que é justo, mas é para sua perda. A alma generosa engordará, e o que regar também será regado. ”  (Pv 11:24,25) -
4º - Descubra para onde o dinheiro está indo todo mês. Acompanhe TODOS os seus gastos por 30 a 60 dias. Será um exercício muito revelador. Afinal, você não pode chegar onde quer estar se não souber onde está agora. Provérbios 27:23 nos diz: “Certifique-se de conhecer a condição de seus rebanhos, dê atenção cuidadosa aos seus rebanhos…”
5º - Faça um plano. É aqui que você e seu cônjuge se sentam e decidem como cada centavo será gasto a cada mês. Você pode usar uma simples planilha do Excel e listar todas as “categorias” em que você gasta dinheiro mensalmente (casa, alimentação, dívida e assim por diante).
6º - PARE de usar crédito. Faça um acordo consigo mesmo para esperar 30 dias antes de comprar itens que exigiriam o uso de dívidas. Para alguns isso pode ser um hábito difícil de quebrar. Isso exigirá dizendo NÃO, e aprendendo a se contentar. Eu prometo a você que a recompensa vale a pena!
7º - Guarde dinheiro. Não há realmente nenhuma maneira de contornar isso. Se você quer quebrar o ciclo da dívida, você tem que aprender a ser um poupador. Se você não o fizer, então qualquer evento de emergência ou inesperado irá te levar a um endividamento mais profundo. Portanto, assuma o compromisso de reservar uns R$ 100 por mês. “Na casa dos sábios há conservas de alimentos e azeite, mas o homem insensato devora tudo o que tem” (Provérbios 21:20).

Muitas vezes continuamos na direção errada porque simplesmente não sabemos qual é o primeiro passo na direção certa.

Comece a confiar que a sabedoria simples e antiga de Deus é a solução. Então aqui está resumidamente tudo o que você precisa fazer para economizar dinheiro em seis etapas simples:

- Reconheça que Ele é o dono. 
- Aceite sua responsabilidade como gerente.
- Devolva o dizimo e seja um ofertante generoso
 - Acompanhe TODOS os seus gastos.
- Faça um plano. - Pare de usar crédito 
– Aplique a regra de 30 dias para compras.
- Seja um poupador.