Louvores Abençoadores

quarta-feira, 8 de março de 2017

Comprometimento e Compromisso no Casamento

Qual a diferença entre essas duas palavras? 
Comprometimento & compromisso

 1) O que é Comprometimento?

É colocar o coração, a alma, e em algumas circunstâncias a própria vida naquilo que você está fazendo, dando sempre o melhor de si, o sentimento do dever e a atitude de responsabilidade perante alguém ou alguma coisa.

Comprometimento é o ato de dedicar-se intensamente, entregar-se ao compromisso assumido, uma meta, um desafio, uma missão, consigo mesmo ou com outros, equipe. O comprometimento gera resultados mais expressivos do que o simples compromisso, pois quem se compromete buscará sempre a melhor maneira possível de realizar seu objetivo.

2) o que é compromisso?

Compromisso é algo assumido. É a palavra empenhada, o gesto de apoio, o sentimento do dever e a atitude de responsabilidade perante alguma coisa. É a forma, pública ou não, de se comprometer com alguém, com algum objetivo ou causa.

Há diversos tipos de compromissos: compromisso religioso, compromisso amoroso/conjugal, compromisso familiar, paternal, maternal e de negócios, etc. Ter um compromisso, é marcar uma data, reunião, ter uma ligação, acordo firmado. Promessas solenes; contrato; dívida, prazo marcado, hora marcada.

No nosso caso refletiremos sobre o assunto “compromisso e comprometimento” dentro da vida conjugal.

Primeiramente - O compromisso do casamento foi dado a humanidade pelo próprio Deus.
 A – Refletir a gloria e imagem de Deus - (Gn 1:27). "Homem e mulher os criou" (à imagem de Deus) significa que o casal como casal revela aspectos profundos sobre a Pessoa de Deus.

B - Como forma de o ser humano sobreviver.  Gn. 2:18 a   "...Não é bom que o homem esteja só; farei para ...”

C  – Para relacionamento. Gn. 2:18 b “farei para ele uma ajudadora que o auxilie e lhe corresponda".

 D  – Para complementação.  Gn 2:23,24 .... Disse então o homem: "Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada". Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.

  Segundo – quando nos comprometemos com Deus, assumimos compromisso com Ele e sua palavra. Principalmente no que tange ao casamento e família.

A – No compromisso - deixar pai e mãe e assumir o compromisso com o cônjuge. Gn 23:24a “ ... por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, ”

B – No comprometimento com o cônjuge. Envolvimento do ser, do ter, do fazer, Gn. 23:24b “...e eles se tornarão uma só carne. ”

E tudo isso com a benção de Deus. Veja o que diz o texto: Gn. 1:28 Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra".

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.”  Eclesiastes 4:9-12

 3)  O comprometimento é matemático e se realiza em progressão geométrica: quem participa se envolve; quanto maior o envolvimento, maior é a possibilidade de se multiplicar o resultado do esforço; e quem se envolve inteiramente incorpora aquele objetivo como um desafio de sua própria vida, potencializando ainda mais os resultados.

4)   as maiores, ou mais comuns, dificuldades para um cônjuge se comprometer no casamento e família são:

A- a primeira dificuldade é Dureza de coração e incredulidade.

B – a segunda maior dificuldade é saber ouvir o outro e se fazer ouvir pela parceira (o). Muita gente se fecha em seu próprio mundinho (seu casulo) e isso faz que com seus temores ou preconceitos limitem a possibilidade de mudança. E muitos, inclusive, não se colocam claramente, não falam com o coração e por isso não conseguem motivar e incentivar seu cônjuge. É necessário que a comunicação entre o casal seja mais envolvente e íntimo, para que haja um clima de segurança e paz entre o casal e o cônjuge   possa então se sentir parte da vida do outro.

5) O que é um  cônjuge comprometido?          
                                       
É aquele (a) que se sente parte integrante no esforço pelo casamento. Ele(a) crê na importância do proposito do casamento e no seu dever de ajudar a gerar um casamento abençoado. É aquele que vai além, não mede esforços e, mesmo cansado, se propõe a “caminhar a segunda milha”, como Cristo falou.  “Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas” (Mateus 5:41). E também em Filipenses 2: 4 “Cada um zele, não apenas por seus próprios interesses, mas igualmente pelos interesses dos outros. Cristo, sendo Deus, humilhou-se...” para um casamento abençoado há necessidade de sempre andarmos a 2ª milha. Um cônjuge comprometido zela pelo bem-estar do outro.  1 Coríntios 10:24 “Ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas o bem dos seus próximos.”  - Não há ninguém mais próximo do que nosso cônjuge.

6)  O Que devo fazer para conquistar/ajudar meu cônjuge a comprometer si no casamento?

A- O primeiro passo é orar, mover-se no campo da fé. Marcos 9: 23 E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. E,  I Tessalonicenses 5:17 – Orai sem cessar. Também: Filp.4:6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.

B – O Segundo passo é decidir obedecer a palavra de Deus. A palavra de Deus é o manual de vida, nela temos as orientações necessárias para restaurar o casamento e fazer dele uma benção. "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;" 2 Timóteo 3:16

Um outro requisito importantíssimo, como disse há pouco, é saber ouvir. Não somente pelas palavras, mas também pelo sentimento de cada um e pelo ambiente do lar. (uma palavra mal proferida, um atrito inesperado transtorna o lar) Às vezes, um “sim” pode ter sabor de “não”, um silêncio pode não significar consentimento, e uma divergência pode ser altamente construtiva. Sabendo ouvir, o marido/esposa mostra que valoriza e se importa com o outro. Tiago 1:19 “ Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.”

Um amigo psicologo certa feita me disse que temos uma grande necessidade de falar e não gostamos de ouvir. Percebo que saber ouvir é um grande desafio de nossos tempos. Ouvir não é fácil, é bem mais fácil falar. Mas para construirmos um relacionamento conjugal abençoado, precisamos nos calar...Aprender calar e ouvir o outro, apenas ouvir, sem aquela velha frase “ eu tinha falado”, “eu te avisei”. Apenas ouvir e incentivar, dar a presença, o ombro, o ouvido!

Como é bom quando conversamos com alguém que para tudo, olha em nossos olhos e nos ouve com atenção. E é melhor ainda quando esta atitude vem de pessoas de perto, como da nossa esposa (o). Sentimos segurança e vitalidade na alma, existimos para alguém! Dentro do casamento constantemente erramos, muita impaciência, as vezes grosseria mesmo e pecamos.

Veja o que diz em Provérbios 18:13, responder antes de ouvir, além de tolice, é pura grosseria. Ouvir é um desafio que precisamos vencer, dessa pratica depende boa parte do sucesso em nosso casamento.

E também em -  Provérbios 10: 19 Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio  – Senhor me ajude, preciso aprender ouvir e falar o menos possível!

C O Terceiro passo é mudar/transformar a si mesmo: a mudança no relacionamento deve começar em você. Pare de tentar mudar seu cônjuge.

Primeiro passo – reconheça as falhas, aqui você precisa de humildade e coragem. O que tem atrapalhado seu relacionamento, o que tem feito você agir assim (gatilho) – Confissão, arrependimento!

Segundo passo – Trabalhe para mudar- (A ação).   É aí que você precisará da sua força de vontade. – Oração, leitura da bíblia, jejum e vigilância! Leia bons livros, participe de seminários, vá a reuniões que tratam do assunto. Creia na Palavra de deus, creia que o Espirito Santo é o principal interessado em sua transformação e Ele é seu ajudador.

Terceiro passo – Perceba a mudança em sua vida...perceba seu lar mais alegre e pacifico, observe seu cônjuge, você verá que ele(a) está sendo afetado por seu comportamento. (Recompensa)

Quarto passo -  ser verdadeiro / Transparência é fundamental no processo de gerar/construir um casamento abençoado

Mateus 5: 37 “Seja, porém, o teu sim, sim! E o teu não, não! O que passar disso vem do Maligno.” Jamais use a vingança A falsidade e a dissimulação estas coisas não geram ambiente favorável para nenhum relacionamento. A sinceridade e a transparência, por outro lado, são essenciais para gerar motivação, entusiasmo e comprometimento. O cônjuge tem o direito de saber sobre outro, seu coração, seus sentimentos, seus gostos e preferências, porque tudo isso contribui para um relacionamento saudável. Efésios 4: 25, 27 “Portanto, cada um de vós deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo Corpo. Estremecei de ira, mas não pequeis, acalmai a vossa raiva antes que o sol se ponha, e não deis lugar ao Diabo.

Não há relacionamento que sobreviva a mentiras, enganos e falsidade.



 
Alberto J. Santos, é casado com Ana Santos a 27 anos, pai de 03 filho, pastor há 18 anos, na Igreja Batista Manancial e fundador do ministério alianças que trabalha com assistência a casais, noivos e namorados. Contatos: pr-alberto@hotmail.com




quarta-feira, 1 de março de 2017

As três armas de vitória do servo de Deus


Porque as armas da nossa milícia não são carnais [armas de carne e sangue], e sim poderosas em Deus, para destruir [e derrotar] fortalezas, anulando sofismas, [Visto que refutamos argumentos e teorias e questionamentos] e toda altivez [e superioridade] que se levante contra o [verdadeiro] conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento [e propósito] à obediência de Cristo (o Messias, o Ungido). 2 Coríntios 10.4-5

A palavra, o louvor e a oração, todos os três embebido com jejum.

.. Se vós permanecerdes na minha palavra [se vos agarrardes com força aos meus ensinamentos e viverdes de acordo com eles], sois verdadeiramente meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8.31,32

Primeiramente - Essas "armas" consistem na Palavra recebida por meio da pregação, ensino, livros, gravações, seminários e profundo estudo individual da Bíblia. Mas nós devemos "habitar" (continuar) na Palavra até que ela se torne em nós, revelação dada pela inspiração do Espírito Santo. É importante continuar. Em Marcos 4.24 Jesus diz: Com a medida [de reflexão e estudo] com que tiverdes medido [a verdade que ouvis] vos medirão [será a medida de virtude e conhecimento com que vos medirão] também, e ainda se vos acrescentará... Repito, devemos continuar usando a arma da Palavra.

 As duas outras armas à nossa disposição são o louvor e a oração.

Segundo – O Louvor: Tiago, irmão do Senhor, nos ensina a cantar louvores a Deus quando estamos alegres (Tg 5.13), e Davi, quando passou por um intenso sofrimento, assumiu o compromisso de bendizer a Deus em todo o tempo e de ter o seu louvor sempre nos seus lábios (Sl 34.1). O louvor é uma expressão de alegria, mas também pode coexistir com a dor e até mesmo ser temperado com as lágrimas. Jó disse que Deus inspira canções de louvor até mesmo nas noites escuras. O rei Josafá, quando estava encurralado por inimigos confederados, sentiu medo, pois não tinha força nem estratégia para enfrentar aquela grande multidão que vinha contra ele. Então, buscou ao Senhor e, Deus lhe ordenou a formar um coral, para marchar à frente do exército. Tendo o coral começado a cantar louvores a Deus, o Senhor pôs emboscada contra os inimigos, e eles foram desbaratados (2Cr 20.22). O louvor pode acontecer nos momentos mais escuros da vida, em At 16.25 Paulo e Silas estavam feridos, humilhados, injustiçados e acorrentados com cadeias num porão imundo, cercado de presos perigosos. O sangue escorria de suas chagas, enquanto seus pés estavam presos e acorrentados no tronco. Era meia-noite e a escuridão, como um manto de crepe, cobria aquele lúgubre lugar. A circunstância era medonha e o momento era de dor. Mas, Paulo e Silas em vez de se renderem à murmuração, abriram os lábios para orar e cantar louvores a Deus. O louvor é um ato de confiança em Deus, apesar da adversidade. O louvor não vem das circunstâncias, mas vem de Deus, que está no controle das circunstâncias. O louvor não vem de dentro, vem de cima. É Deus quem coloca em nossos lábios um hino de louvor, mesmo nas noites escuras. O louvor é um brado de triunfo. Ele não é apenas consequência da vitória, mas, sobretudo, consequência da vitória. (Hernandes Dias Lopes.)

O louvor derrota o mal mais rapidamente do que qualquer outro plano de batalha, mas deve ser louvor genuíno do coração, não apenas louvor dos lábios ou um método tentado para ver se funciona. Também, ambos, louvor e oração, envolvem a Palavra.

Louvamos a Deus de acordo com sua Palavra e Sua bondade.

Terceiro - A oração  - Na batalha espiritual o povo de Deus é ensinado a tomar posição em Cristo (Efésios 6.10), a lutar contra as hostes espirituais da maldade com as armas de Deus (Efésios 6.11-12, 24-17), a resistirmos no dia mau mantendo firme a nossa posição (Efésios 6.13) e a orarmos com toda oração e súplica, em todo o tempo e por todos os santos para que a obra do Senhor prospere (Efésios 6.18-19). Vamos todos lutar com as armas de Efésios 6 com espírito constante de oração e súplicas. Não lutemos contra carne ou sangue, ou seja (pessoas), mas contra o inimigo e o pecado, contra a injustiça, contra as hostes espirituais da maldade que dominam e escravizam. Assim, seremos agentes de libertação espiritual. Assim não lutaremos simplesmente contra pessoas, mas contra nosso maior adversário, o inimigo de Deus e da igreja.

A oração é o relacionamento com Deus. É vir e pedir ajuda a Deus ou falar com Ele sobre alguma coisa que nos preocupa. Se você quer ter uma vida efetiva de oração, desenvolva um bom relacionamento pessoal com o Pai. Saiba que Jesus o ama, que Ele é cheio de misericórdia, que Ele o ajudará. Conheça Jesus. Ele é seu amigo. Ele morreu por você. Conheça o Espírito Santo. Ele está com você todo o tempo como seu Ajudador. Deixe-o ajudá-lo. Aprenda a encher suas orações com a Palavra de Deus. A Palavra de Deus e as nossas necessidades são a base pela qual vamos a Deus. Então, nossas armas são a Palavra usada de várias formas. Como Paulo nos diz em 2 Coríntios, nossas armas não são armas carnais; elas são espirituais. Precisamos de armas espirituais porque estamos combatendo espíritos mestres, sim, o próprio diabo. Mesmo Jesus usou a arma da Palavra no deserto para derrotar o mal (Lucas 4.1-13). Cada vez que o diabo mentia a Jesus, ele respondia: "Está escrito" - e citava a Palavra.

E por fim - “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.”  Salmos 31:24

Sede fortes! Não pare de lutar! Não pare de acreditar no milagre! Não pare de orar! Não duvide da vontade de DEUS para te abençoar! Não questione a disposição do Pai para dar o melhor a você.    (....orar sempre, e nunca desfalecer.) Lucas 18:1

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. Filp. 4:6


As trevas torcem para que desanimemos. Se você parar de crer, de orar, de sonhar…se você entregar os pontos, haverá festa no inferno, MAS, POR OUTRO LADO, SE VOCÊ, MESMO SEM FORÇAS, CONTINUAR ORANDO, CONTINUAR COM OS OLHOS EM JESUS, CONTINUAR LHE PEDINDO PARA QUE CONCRETIZE SEU MILAGRE, SE VOCÊ, MESMO ALQUEBRADO(A), PERMNECER NA POSIÇÃO DE BATALHA, QUE É DE JOELHOS DIANTE DO TRONO DA GRAÇA…SE VOCÊ CONTINUAR PEDINDO À DEUS O QUE PARECE IMPOSSÍVEL DE SE REALIZAR, VOCÊ VENCERÁ, VOCÊ GANHARÁ!  

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O Perigo do coração endurecido


“Assim, como diz o Espírito Santo: “Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião, durante o tempo da provação no deserto, onde os seus antepassados me tentaram, pondo-me à prova, apesar de, durante quarenta anos, terem visto o que eu fiz. Por isso fiquei irado contra aquela geração e disse: O seu coração está sempre se desviando, e eles não reconheceram os meus caminhos. Assim jurei na minha ira: Jamais entrarão no meu descanso”. Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo.  Ao contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama “hoje”, de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado, pois passamos a ser participantes de Cristo, desde que, de fato, nos apeguemos até o fim à confiança que tivemos no princípio. Por isso é que se diz: “Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião”
Ø -  Quem foram os que ouviram e se rebelaram? Não foram todos os que Moisés tirou do Egito?
17 Contra quem Deus esteve irado durante quarenta anos? Não foi contra aqueles que pecaram, cujos corpos caíram no deserto? E a quem jurou que nunca haveriam de entrar no seu descanso? Não foi àqueles que foram desobedientes?
Ø Vemos, assim, que por causa da incredulidade não puderam entrar.
Introdução
Conta-se a história de alguém que foi visitar a oficina de um ferreiro, daquelas de antigamente, onde o ferro era malhado ao fogo. Observando aquela rotina de trabalho, uma coisa chamou a atenção do visitante: as peças eram retiradas do fogo com um tenaz e colocadas sobre uma bigorna, onde eram moldadas conforme o ferreiro ia martelando.

Depois de pronta a peça era resfriada em água e lançada numa pilha de produtos acabados… Mas o intrigante mesmo era que, determinadas peças, o ferreiro apenas começava a martelar e em seguida, lançava numa outra pilha.

Ao ser questionado sobre isso, o ferreiro explicou: “Esta é a pilha das peças inúteis. São peças duras demais, que não se deixam moldar… portanto, nada resta senão lançá-las na pilha das peças inúteis”.

Esta ilustração faz pensar: Como você tem sido nas mãos de Deus? Uma pessoa moldável, tratável? Você está sempre aberto para mudar e aprender. ou será que se tornou duro e inflexível, fechado para mudanças, crescimento e transformações?

Veja o exemplo que Jesus deu ao falar dos relacionamentos conjugais, em Mateus 19.

No v.13 lemos que os fariseus, tentando experimentar Jesus, perguntaram a Ele sobre a questão do divórcio: “É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?”

O divórcio tem sido a saída equivocada que muitos casais têm escolhido para as crises conjugais… e, Jesus revela que divórcio nunca foi a vontade original de Deus.
No v.8, Jesus declara esta verdade: separações acontecem e se multiplicam por causa da dureza do coração das pessoas.

Dureza de coração… isso que é problema cardíaco dos mais graves! …corações de pedra, endurecidos.

Então, alguns, justificam o divórcio alegando incompatibilidade de gênio, de temperamento, de educação…

Mas Jesus, o Filho de Deus que se fez homem e que conhece a natureza humana, afirma que o problema todo é a dureza do coração das pessoas.

Muitas crises conjugais e na família, e em outras áreas da vida… muitas crises surgem como consequência de um coração endurecido.

Por isso precisamos lembrar do que Deus diz em Hebreus 3:8: “não endureçam o coração”.

Se o coração ficou endurecido, o que fazer? Há cura para este problema cardíaco?

Sim, há tratamento e há cura!

Em Ezequiel 36.24, Deus apresenta sua solução: “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne”.

O plano de Deus é que você tenha um novo coração.

O salmo 95  narra um dramático episódio na vida dos hebreus e do seu líder Moises na caminhada para a terra prometida, terra em que não entraram por causa do que aconteceu ali, em Meribá. No Antigo Testamento há 12 referências a este episódio. Ele ficou na memória do povo. Os três salmos que dele tratam o provam. Os dois outros são o 81.7-8 ("Clamaste na angústia, e te livrei; do recôndito do trovão eu te respondi e te experimentei junto às águas de Meribá. Ouve, povo meu, quero exortar-te. Ó Israel, se me escutasses!" -- Salmos 81:7-8) e 106.32-33 ("Depois, o indignaram nas águas de Meribá, e, por causa deles, sucedeu mal a Moisés, pois foram rebeldes ao Espírito de Deus, e Moisés falou irrefletidamente" (Salmos 106:32-33).

O autor aos hebreus reaplicou a mensagem para os seus ouvintes: O livro de Hebreus 3 e 4 cita o Salmo 95.

A primeira parte do salmo 95 nos convida a louvar, que é o contrário de reclamar.
Então, louvar é abrir o coração. Seu oposto é endurecer o coração.

Lendo toda a advertência de Hebreus, somos convidados a uma séria reflexão.
 Primeiro, é preciso dar ouvidos à voz de Deus, lemos em Hb. 3.7: “Hoje, se vocês ouvirem a sua voz”. Isso se repete no v.15.
Quer dizer, você tem que aceitar o que Deus revela a seu respeito… precisa admitir seus pecados e se arrepender profundamente deles.

Em segundo lugar, responder positivamente. Como? Não endurecendo o coração, atendendo a voz do Senhor vs.8 (Ter um coração quebrantado é ser alguém ensinável, humilde e receptivo à vontade de Deus e aos ensinamentos de Cristo.)

 (a) Confiança. Devemos crer que o que Deus diz e oferece é verdade; que Deus pode e quer fazê-lo. Devemos estar dispostos a arriscar nossas vidas por esta fé.

(b) Obediência. É como se um médico nos dissesse: "Posso curar você se obedecer sem reservas as minhas instruções." É justamente o que diria um mestre: "Posso transformar você em sábio contanto que siga meus ensinos com fidelidade absoluta." É o que um treinador diz ao atleta: "Posso fazer de você um campeão se não se apartar nunca das leis disciplinadoras que estabeleço." Em todos os campos da vida o êxito depende da obediência à palavra do perito. Deus, por assim dizê-lo, é o perito na vida; a verdadeira felicidade depende de que lhe obedeçamos.

Em terceiro lugar. você deve se esforçar para entrar na vida abundante. Lemos em Hb 4.11: “Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência”.
Você já confiou em Cristo para a sua salvação, mas agora precisa se esforçar pela vida abundante.
E note no v.12, que logo a Palavra de Deus é viva e eficaz, penetrante, carregada de poder para transformar sua vida “Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração”.

E finalmente, o texto também diz no 16, que você pode se aproximar confiantemente do trono da graça de Deus, que ali você vai receber misericórdia e graça de Deus: “Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade”.
Portanto, novo coração é obra da graça e da misericórdia da graça de Deus. É provisão de Deus para aqueles que O buscam sincera e humildemente.
Ah! Com Jesus ninguém precisa ser lançado na pilha dos inúteis, na pilha dos fracassados.
Ninguém precisa ser descartado, porque Deus propõe mudança completa.

Então, se a dureza de coração é o seu problema, Deus providencia um novo coração para você, uma natureza, uma nova mente.
Essa é uma oferta maravilhosa de Jesus.
Se você luta contra sentimentos e dificuldades resultantes de um coração duro, se aproxime do trono de Deus, sem reservas… e receba um coração novo.
Se você já é de Deus, já tem um novo coração… seu coração precisa ser renovado em Deus.

Chegue diante do trono da Graça… sua vida vai mudar… de dentro para fora e tudo muda quando você muda.

Pr. Alberto J, Santos / fonte: Pr. Paulo Mazoni

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Vitória em meio as dificuldades

  
   - O período que o barro mais cresce é quando o oleiro está trabalhando nele.
   - O machado se torna melhor quando é afiado pelo lenhador.
   - A árvore cresce e produz abundantemente quando é podada pelo agricultor.
   - Ser moldado, afiado e cortado dói muito, mas é a única maneira de melhorarmos.
   - Estar nas mãos de Jesus dói às vezes, mas nos tornamos melhor a cada dia.

Vitória em meio as dificuldades

Texto: Salmos 142:1-7 - I Samuel 24

Aqui neste salmo 142 encontramos Davi em grande dificuldade.

 O Salmo 142, um salmo de lamentação individual atribuído a Davi, dá uma referência específica de quando foi escrito o poema. O termo caverna pode se referir a uma das duas ocasiões em que Davi se escondeu do rei Saul em uma caverna. Uma foi em En-Gedi (Sl 57; 1 Sm 24); a outra, em Adulão (1 Sm 22.1,2). Pode ter sido a segunda vez o cenário deste poema, de profunda desolação.

Era uma época da vida de Davi em que parecia se sentir completamente só. Chegou a duvidar de que Deus estivesse com ele. Todavia, conforme indica o sobrescrito, Davi se voltou para o Senhor e orou. A estrutura do salmo é: (1) clamor de Davi por ajuda na caverna do seu desespero (v. 1,2); (2) lamento aflito de Davi de que ninguém estaria a seu lado (v. 3,4); (3) confissão de fé e pedido de salvação (v. 5, 6); (4) promessa de louvar quando Deus o salvasse (v. 7).

Introdução: Cada um de nós, mais cedo ou mais tarde (caso não esteja atualmente) vai passar por dificuldades.

Todo o Salmo nos ensina como ser vitorioso nos problemas - não como escapar dos problemas - mas sim como glorificar a Deus em meio aos problemas.

I. O que nos é dito sobre a dificuldade de Davi. V. 3-6

Davi era nessa época um fugitivo.

Sua reputação foi destruída injustamente e ele estava exilado. Nós não sabemos exatamente a qual problema ele se referia. No entanto, somos informados de três coisas sobre ele:

A. Davi diz-nos que o seu problema era grave.

- No v.3, ele nos diz que ele estava "esmorecido" (era envolvido ou envolveu-se com alguma coisa.) Observe como Davi diz no v.6 que quando o seu problema veio sobre ele; ele estava "muito abatido ou fraco". Isso indica um processo.
- Ele foi mais baixo até que ele sentiu que tinha chegado ao fundo.
- Amigo, talvez você esteja em uma experiência semelhante a essa neste momento?

B. Davi diz-nos que outras pessoas contribuíram para o seu problema. - No v.3 diz que seus inimigos tinham feito uma "armadilha" para ele.

- No v.6, ele se refere a eles como "perseguidores".
- É ruim o suficiente ser sobrecarregado com problemas, mas pior do que ter problemas; é ter problemas trazidos a nós através da traição e da maldade dos chamados amigos. Este era o tipo de situação que Davi estava enfrentando. Algo semelhante está acontecendo com você?

C. Davi nos diz que ninguém parecia entender ou se importar. V. 4.

- Esta deve ter sido a parte mais difícil de todas. É um incentivo muito grande quando no meio de problemas, temos amigos e entes queridos que compreendam e simpatizam com a nossa situação.

- Davi sentiu que ninguém realmente se importava com ele, mas o Senhor se importava!

Há uma coisa para ser conhecida em relação às tribulações que sofremos:

Quando Deus quer fazer grande a uma pessoa, ele primeiro a quebra em pedaços.

Davi estava a caminho de ser rei sobre todo Israel.  A estrada  para o trono de Davi passava pela caverna de Adulão. Deveria ir para lá, perseguido por Saul, como um proscrito, porque esse era o caminho que o levaria a ser o rei segundo o coração de Deus.

- É importante para nós percebermos o que Davi fez e não fez quando estava em grande dificuldade e como ele reagiu quando as dificuldades surgiram.

II. O que Davi não fez quando estava em dificuldades

  Podemos cometer dois grandes erros na aflição.

O primeiro está na acomodação ao mal. Na descrença pensando que Deus não está interessado em fortalecer o nosso coração e alegrar a nossa alma e não clamamos por socorro como fez Davi. Não oramos. Não confiamos. Não cremos.

O segundo grande erro é o de subestimar a dor, o sofrer. E tocarmos a vida com o coração atribulado julgando que somos mais fortes do que qualquer problema.

Davi não tinha vergonha de assumir e reconhecer que há situações que o nosso inimigo, seja ele qual for, e venha na forma que for, é mais forte do que nós.

Nossa reação adequada para qualquer dificuldade é fundamental. Observe  como Davi triunfou sobre a sua dificuldade, houve algumas coisas notáveis ​​que Davi não fez quando estava sobrecarregado com dificuldades:

A. Ele não supervalorizou os seus problemas e manteve-se inativo.
B. Ele não chafurdou na amargura e auto piedade.
C. Ele não ficou zangado e rebelde contra Deus.
D. Ele não colocou em dúvida o grande amor de Deus e sabedoria.
E. Ele não sobrecarregou os outros com seus problemas.

III. O que fez Davi quando estava em dificuldades. V. 1-7

  Como é que Davi efetivamente reagiu quando o seu problema o subjugou? O que exatamente ele fez? Ele tomou três decisões simples, mas muito importantes:

Primeiramente - Davi levou seus problemas diante do Senhor em oração. V. 1-2. 1. Ao estudarmos estes versos vemos a intensidade e a urgência da oração de Davi.

2. No v.1, vemos a intensidade de sua oração.

3. No v.2, vemos o fato de que sua oração foi tão prática; Davi diz, "derramo perante ele a minha queixa" Recordamos o rei Ezequias, quando recebeu uma carta ameaçadora do inimigo do seu reino. Isaías 37:14-15 – “Tendo Ezequias recebido a carta das mãos dos mensageiros, leu-a; então, subiu à Casa do SENHOR, estendeu-a perante o SENHOR e orou ao SENHOR...”. Também nos lembramos de Maria, quando o vinho acabou João 2:3 – “Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho”. Nós pensamos que os cristãos na Igreja primitiva estavam muito oprimidos e perturbados porque Pedro foi preso Atos 12:5 – “Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele”. Esta é a forma de reagir em tempo de dificuldades - levar a questão diante de Deus e pedir-lhe ajuda graciosa. O que aconteceu quando Davi fez isso?

Segundo -  A fé de Davi e a confiança em Deus foram aprofundadas. No v.3, ele nos diz que estava confiante de que Deus conhecia o seu "caminho" (Mateus 6:32 - Jó 23:10). Parece que Davi, enquanto estava no meio do sofrimento, olhou para o céu e disse: "Está tudo bem, porque o Senhor conhece tudo sobre mim!" Veja também o que ele disse no v.5. Esta é uma demonstração de fé triunfando sobre as dificuldades. Ver Salmos 23:4!

 E não temos outra alternativa senão a de recorrer ao auxílio do Altíssimo, do Todo Poderoso.

Terceiro -  Davi estava cheio de esperança em Deus. V. 7. “Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome;...”

O desejo de Davi era se ver livre daquela situação e poder louvar ao Senhor. Quando as pessoas são livradas da prisão, elas agradecem e louvam à pessoa que os libertou. Muito mais nós devemos adorar e louvar a Jesus pela liberdade que Ele nos dá. Devemos glorificar o seu santo nome porque somente ele é digno de adoração.

Há uma coisa para ser conhecida em relação às tribulações que sofremos: Quando Deus quer fazer grande uma pessoa, ele primeiro a quebra em pedaços.

 O que encarcera a alma?

Tribulação, Dificuldade em agradecer, Espírito esmorecido, Solidão, Sentimento de impotência, Medo, enfermidades, rejeição, Antes de mais nada, precisamos entender que pessoas que amam a Deus, também passam por períodos de angústia.

Se perdermos a esperança enchemo-nos de desespero (veja Atos 27:20). Quando a esperança se vai ficamos desanimados e desistimos facilmente. Aqui, está, o caminho para a vitória em meio as dificuldades...

1. Envolver-se em oração fervorosa. Por que se preocupar quando você pode orar?
2. Exercer fé e confiança na bondade e misericórdia de Deus.
3. Confiar na soberania de Deus. Deus está no trono!  Apc. 4:2 - Isaías 6:4 – Habc. 3;17


Conclusão: Salmo 34:19 “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra”. – Salmos 119:71 “Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos”. CH Spurgeon disse: "A escuridão da caverna está sobre o salmista, e ainda, como se de pé na boca da caverna, o profeta, poeta Davi vê uma luz brilhante um pouco mais além" Se você estiver em dificuldades, na caverna - Na escuridão da prova - lembre-se que há uma luz brilhante "um pouco mais além" Não perca a esperança, mas tenha confiança em Deus. Então tudo ficará bem no seu tempo perfeito e vontade. Confie em Deus em todos os momentos, Ele não vai deixar você no fundo do poço!

Que Deus te abençoe! 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Firmes, constantes e abundantes


Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. 1Co 15:58

Paulo está discorrendo sobre a doutrina da ressurreição, de Cristo e a nossa. Termina sua argumentação doutrinária com palavras de ações de graças: “Graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15:57). Mas ele não encerra assim o assunto. Como sempre faz, ele aplica a doutrina à vida prática da igreja e ao caráter cristão. A palavra “portanto” faz a ligação entre a doutrina da ressurreição e a prática que deve resultar da fé nela. Hoje consideraremos como deve ser a pessoa que crê na doutrina da ressurreição e como isso deve afetar o seu trabalho na obra do Senhor.

Consideraremos três aspectos do caráter de quem crê na ressurreição:

Primeiramente: O cristão deve ser firme. A palavra firme (gr. hedraios) significa “o que está sentado, imóvel”. Descreve a condição de alguém que tem uma firme convicção, que não fica mudando de opinião a todo instante. Não se trata de uma pessoa que tem um credo para cada dia, hoje crê numa coisa, amanhã em outra e quem sabe semana que vem em outra completamente diferente. O termo descreve “o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas domínio sobre o seu próprio arbítrio, e isto bem firmado no seu ânimo” (1Co 7:37). A ele não cabe a repreensão “até quando coxeareis entre dois pensamentos?” (1Rs 18:21), pois é firme em suas convicções, somente mudando quando convencido pela Palavra de Deus.

Segundo: O cristão deve ser constante. Firmes e constantes não formam uma redundância, pois as palavras tem nuanças que as diferenciam entre si. Constante (gr. ametakinetos) significa inabalável, inamovível. Se firme descreve alguém imóvel, que não muda facilmente por si mesmo, constante descreve alguém que não é movido por outros ou por circunstâncias exteriores. Assim, firme descreve a posição de alguém em tempo de paz, constante descreve a pessoa na mesma posição, mas agora sob ataque. Ou seja, a ideia é de alguém que guarda o seu posto sob fogo intenso. O termo é usado por Paulo quando encoraja aos colossenses dizendo “não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes” (Cl 1:23).

Terceiro: O cristão deve ser abundante na obra do Senhor. Se você mantém a convicção interior e resiste com êxito aos ataques externos, está pronto para o próximo passo. Pois de um soldado espera-se não apenas que tenha firmeza e constância, mas também que apresente entusiasmo na batalha, dando de si além do que se espera. Em outras palavras, convém que ele seja abundante.

Abundar (gr. perisseuo) significa “exceder um número fixo previsto, ir a mais e acima de um certo número ou medida”. Em outras palavras, é fazer mais que o acordado, ir além do combinado, superar as expectativas. A ideia implícita é de um progresso contínuo, como em Atos 16:5, onde se diz que “as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” ou em 1Ts 4:10, em que Paulo destaca o amor fraternal dos tessalonicenses para com os macedônios, “contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais”. Quer dizer, aquele que faz com firmeza e constância, será capaz de fazer mais!

Se você é um cristão verdadeiro, você deve estar pensando: “sim, eu quero ser firme, constante e abundante, mas como fazer isso?”. Se este é o caso, temos uma palavra para você. Deus mesmo dá o poder e a motivação para isso.

O poder está no Senhor. Lembramos que Paulo disse que é “Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15:57). A frase “no Senhor” que aparece no final do versículo deve ser aplicado a tudo o que é demandado anteriormente. Assim, podemos ser firmes se o formos no Senhor. Podemos ser constantes o formos no Senhor. E podemos ser abundantes apenas se o formos no Senhor. Reconhecendo nossa incapacidade e nossa dependência de Deus, ele nos dá tudo o que pede de nós. “Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos” (1Cr 29:14).

Conclusão: A motivação é que o vosso trabalho não é vão. Nada é mais motivador que observarmos o resultado de nosso trabalho. Porém, na obra de Deus nem sempre os resultados são evidentes a curto prazo. E por isso, muitos desanimam, pois queremos ver resultados grandes e imediatos. Porém, aqui temos que confiar na Palavra de Deus. Ela deve bastar para o verdadeiro crente. E ela nos afirma que nosso labor não é vão no Senhor.

Isso significa que ainda que a semente pareça demorar para germinar, certamente crescerá e dará frutos, pois Deus está na causa: “eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1Co 3:6). Como a Palavra de Deus não volta vazia, “aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos” (Sl 126:6). Mas significa, também, que nosso trabalho será recompensado pelo Senhor naquele glorioso dia, em que ouviremos “bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25:21).

Alentados por esta esperança, sejamos firmes, constantes e abundantes na obra do Senhor!

Um Feliz 2017

Correndo com perseverança



“Assim nós temos essa grande multidão de testemunhas ao nosso redor. Portanto, deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que se agarra firmemente em nós e continuemos a correr, sem desanimar, a corrida marcada para nós. Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus. ”  Hb 12:1,2 NTLH

 1.    Introdução

Diante de expectativas, desejos, esperanças que surgem num dia singular como este, temos que concordar com o escritor inglês Charles Lamb que diz que ninguém observa o 1º de janeiro com indiferença”.

Alguém já disse que “Um otimista fica acordado até meia-noite para ver a entrada do ano novo. Um pessimista fica acordado para ter a certeza de que o ano velho se foi.” (Bill Vaughn)

Ao observarmos e conversarmos com as pessoas, veremos que este é um momento onde encontramos gente reflexiva, por vezes com esperanças, por vezes com medo. Há muita gente ansiosa e apreensiva porque um novo representa uma nova página em branco que precisa ser escrita na história de suas vidas.

Já dizia um poeta de nossos dias que “o barulho dos fogos de artifícios parece representar a necessidade que temos de abafar o barulho que encontramos dentro de nós nesta época Reveillon”. Este barulho dentro de nós são as preocupações, a ansiedade, os nossos sonhos, os projetos que temos para o futuro,

As pessoas querem ter a segurança de encontrar um futuro previsível para um novo tempo. Vemos nos jornais páginas e páginas cedidas às previsões para um novo ano, horóscopos, mapas astrais, pessoas que buscam videntes, tarô, jogo de búzios, quiromancia e tantas outras opções que se propõem a responder sobre um futuro incerto. Infelizmente também, ainda vemos alguns cristãos abrindo mais os jornais e revistas nas páginas do horóscopo, que abrindo a Bíblia…

Quando a nós, filhos de Deus, Lembremos das palavras do salmista:

“Entrega teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais Ele o fará”.

Ano novo, desafios novos, horizontes novos, relacionamentos novos, compromissos novos, vitórias novas, mas também dificuldades novas, conflitos novos, responsabilidades novas, tudo depende de como acolhemos um novo tempo. Entretanto, a certeza que trazemos em nosso coração, meus irmãos e irmãs, é que o nosso Deus continua o mesmo, como diz o texto de hoje em Ex 34:1-8:

“Compassivo, clemente, longânimo e grande em misericórdia e fidelidade”.

“Deus é fiel” é uma afirmação comum em nossos dias. Vemos e ouvimos essa afirmação com freqüência ao nosso redor. Quem nunca testemunhou essa citação em alguns adesivos de carro pelas ruas de nossas cidades?

Mas a pergunta é: Somos fiéis a Deus?

Particularmente nunca vi um adesivo que afirme “Eu sou fiel a Deus”… Mesmo assim continuamos em cada amanhecer provando da fidelidade do Senhor em nossas vidas.

Então, se sabemos que ele é fiel, por que temer o futuro? Porque temer e se deixar dominar pelas preocupações se Deus em sua fidelidade tem tudo sob controle?

2.    Talvez possamos tomar pelo menos três atitudes diante deste momento novo que se inicia.

    A primeira delas exigirá fé e disposição de ir adiante. Isso significa ter fé e ação.

Em Êxodo 14:15, quando o povo de Deus fugindo do exército de Faraó se depara com um novo obstáculo em seu caminho; o mar, só havia um caminho a seguir, e uma atitude a tomar, mas o povo clamava a Deus e nada fazia… Então o Senhor disse ao povo: Marchem!
Nenhum mar em nossas vidas vai se abrir sem que marchemos, sem que a planta de nossos pés pise nas águas desconhecidas.

Devemos ir em frente! Não fiquemos só clamando a Deus por nosso futuro, pois Ele nos diz hoje também: Marchem!

Nunca esqueçamos que toda oração precede uma ação. Então não fiquemos estáticos; marchemos! Marchemos como filhos de Deus, como povo, juntos, unidos como família de Deus.

 Em segundo lugar, você deve definir onde está apoiada sua confiança e esperança

Temos confiado nas promessas do Senhor?

Ilustração. Uma mulher, lendo Mateus 17.20, resolveu fazer a experiência. Orou a Deus que removesse uma montanha que ficava em frente da sua casa. Orou… orou… tornou a orar, sempre de olhos fechados. Depois parou e foi abrindo os olhos devagar… desconfiada. A montanha lá estava no mesmo lugar. Ela, então, com toda a naturalidade, disse: – “Eu já sabia que Deus não ia mesmo remover essa montanha…” “Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida, é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte” (Tg 1.6).

Há pessoas que tem apoiado suas vidas em promessas de homens, ou no poder  do dinheiro, ou na inteligência e sabedoria, mas sempre existem aqueles que apoiam seus sonhos no Braço forte do Senhor e na força do seu poder.

Aprendamos a falar como o salmista:

“Mas agora, Senhor, que hei de esperar? Minha esperança está em ti”. (Salmo39.7)

“Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus”. (Salmo 46.11)

E terceiro , temos que ter uma direção, um alvo, um ideal. Ninguém chega a lugar nenhum se não marchar na direção de um ideal, pois sem a direção do alvo nos perdemos pelo caminho.

Entenda irmão, que O TEMPO É COMO UMA ESTRADA DE MÃO ÚNICA. Você não pode entrar na contra mão desta estrada, porque ela só tem mão única. O tempo não volta!

“Todos nós marchamos em direção de um ideal, de sorte que a elevação da vida ou a proporção dos empreendimentos dependem do ideal. Se o ideal é inatingível pelo fato de ser ideal, fiquemos ao menos no caminho, mas sempre em sua direção”.

O presidente Roosevelt dizia que “o futuro pertence aqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos.”

Existe um dito que afirma o seguinte: Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo; agora construa os alicerces”. Lembre-se que o alicerce dos teus sonhos e projetos de vida, é o Senhor Jesus.

Como diz o salmista no capitulo 127:1: “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.”
O apóstolo Paulo na carta aos Filipenses capítulo 3:13-16 nos ajuda e indica que devemos avançar para as coisas que estão diante de nós, prosseguindo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

3.    Conclusão

Uma coisa que tenho aprendido é que não devemos contar nossos sonhos a pessoas que podem roubá-los, mas devemos contá-los a Deus que pode realizá-los.

Deus tem cuidado de nós. Cabe-nos escolher se queremos que Ele cuide de nós ou não. A escolha é nossa…  Ele continua o mesmo; sempre Fiel e grande em misericórdia.

Que neste ano de 2017, possamos Marchar, nos Comprometer e Prosseguir para o Alvo juntos.

Que Todos nós estejamos unidos como família neste momento novo, neste novo tempo.

Feliz Ano Novo! Que Deus continue nos abençoando e cuidando de nós!


Amém!