Louvores Abençoadores

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Eclesiastes, Buscando o sentido da Vida.


Eclesiastes, Buscando o sentido da Vida.

Em Eclesiastes Salomão, já com idade avançada nos apresenta um estilo de vida e escolhas que nos levarão a um profundo vazio na alma e a uma vida completamente sem sentido. Podemos ver isso claramente do capítulo 1:1 ao 2:26.

A partir daí, ele nos apresenta sua impressão sobre diversos assunto e percebeu um vazio tremendo em decisões, práticas e empreendimentos que ele fez, com o objetivo de preencher sua alma, mas que não surtiram efeito algum.

Muitos de nós faz do trabalho, habilidades pessoais e do foco, grandes armas para a construção de uma vida satisfatória, mas é um grande engano.

Todos iremos morrer, e muitas pessoas no auge de seu sucesso, quando estão prestes a desfrutar o fruto de seu trabalho, morrem. Quando se deparou com a vaidade que há nisso, Salomão percebeu que apenas Deus pode nos dá satisfação genuína na vida.

Salomão, o ser humano mais sábio que viveu na Terra, não foi capaz de encontrar todas as respostas. Não há limites para o conhecimento. Contudo, o caminho para todas as respostas estão em temer a Deus, no tempo certo Ele revelará o propósito de cada coisa.

Em Eclesiastes aprendemos que: - A vida está repleta de vaidade e as vaidades dirigem o mundo. - Que devemos desfrutar a vida com temor A Deus. – Que há tempo para tudo e devemos aprender a observar e aguardar o tempo certo. – Que é melhor serem dois do que um e que o trabalho em dupla ou equipe traz mais resultados, segurança e realização. –

 Aprendemos que o simples fato de ter uma esposa e o que comer é motivo de felicidade e que a riqueza e prosperidade é um presente de Deus. – A cobiça e ambição trazem muitos sofrimentos. – Que devemos zelar por um bom nome que aliás tem mais valor que as riquezas e os bens. – Devemos ser bons cidadãos e que a vida tem muitos mistérios difíceis de explicar, então viva! – Alias, aprendemos no capitulo 9, que não devemos gastar nossas energias para tentar entender os mistérios da vida e sim em desfrutar da vida, com a pessoa que amamos. – Na vida existem muitos loucos cometendo loucuras, mas devemos ser sábios e escolher o bem! – No cap. 11, aprendemos que felicidade é recompensa para os diligentes, cuidadosos e esforçados. E, no cap. 12 Aprendemos que devemos nos relacionar com Deus já na juventude e ter cuidado com os excessos e que o grande segredo de uma vida feliz aqui e no porvir é: Verso 13b “Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem.” No verso 14, entendemos o porquê de temer a Deus. – Ec. 12:14 “Pois, Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau.” Prestaremos contas no final, pois de Deus nada escapa.

                                                           De vosso conservo, Alberto Santos. Pastor

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

CONSOLO NAS AFLIÇÕES

                                 
 "Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido"  (Hebreus 12:5)

“Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão. Porque o SENHOR repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3:11-12)

Nem toda correção é santificada pelos que a recebem. Alguns são endurecidos, outros esmagados debaixo dela. Muito depende do espírito com que as aflições são recebidas. Não há virtude em provações e problemas em si mesmos: é somente como eles são abençoados por Deus que o cristão é beneficiado. Como Hebreus 12:11 nos informa, aqueles que são "exercitados" sob a vara de Deus são os que produzem "um fruto pacífico de justiça". Uma consciência sensível e um coração terno são os adjuntos necessários. Em nosso texto o cristão é advertido contra dois perigos totalmente diferentes: não desprezar e não se desesperar. Estes são dois extremos contra a qual é sempre necessário manter um aguçado olhar vigilante. Assim como toda a verdade da Escritura tem sua contraparte de equilíbrio, assim todo o mal tem seu oposto. Por um lado, há um espírito altivo, que zomba da vara, uma vontade obstinada que se recusa a ser humilhada desta forma. Por outro lado, há um desfalecimento que afunda totalmente sob ela e dá lugar ao desespero. Spurgeon disse: "O caminho da justiça é uma passagem difícil, entre duas montanhas de erro, e o grande segredo da vida do cristão é descansar de seu o caminho ao longo do estreito vale".

I. Desprezando a vara. Há várias maneiras em que os cristãos podem "desprezar" as correções de Deus. Podemos citar quatro delas:

1. Por insensibilidade. Ser impassível é a política da sabedoria carnal - fazer o melhor de um mau trabalho. O homem do mundo não conhece plano melhor do que cerrar os dentes e demonstrar valentia externa. Não tendo o Divino Consolador, Conselheiro ou médico, ele cai sobre seus próprios pobres recursos. É indizivelmente triste quando vemos um filho de Deus conduzir-se como um filho do diabo. Para um cristão o desafiar as adversidades é "desprezar" a correção. Em vez de endurecer-se para suportar estoicamente, deve haver um enternecimento do coração.

2. Por reclamar. Isto é o que os hebreus fizeram no deserto, e ainda há muitos murmuradores no acampamento de Israel. Uma pouco de doença, e nos tornamos tão irritadiços que nossos amigos ficam até com medo de chegar perto de nós. Alguns dias na cama, e lamuriamos e bufamos como um novilho não domado. Perguntamos de forma impertinente: Por que essa aflição? O que eu fiz para merecer isso? Olhamos ao redor com olhos invejosos, e ficamos descontentes porque os outros estão carregando uma carga mais leve. Cuidado, meu leitor: isso pesa contra os murmuradores. Deus sempre corrige duas vezes se não somos humilhados na primeira. Lembre-se de quanta escória ainda está entre o ouro. Veja as corrupções do seu próprio coração, e maravilhe-se que Deus não tem ferido você duas vezes mais severamente. "Filho meu, não desprezes a correção do Senhor".

3. Por críticas. Quantas vezes questionamos a utilidade da correção. Como cristãos, parecemos ter pouco mais de bom senso espiritual do que tínhamos quando crianças a sabedoria natural. Como crianças pensávamos que a vara era a coisa menos necessária em casa. É assim com os filhos de Deus. Quando as coisas correm como nós gostamos, quando algumas bênçãos temporais inesperadas são concedidas, não temos dificuldade em atribuir tudo a um tipo de providência. Mas quando nossos planos são frustrados, quando as perdas são nossas, é muito diferente. No entanto, não está escrito: "Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas" (Isaías 45:7)? Quantas vezes a coisa formada está pronta para reclamar: "Por que me fizeste assim?" Dizemos, não posso ver como isso pode possivelmente beneficiar a minha alma. Se eu tivesse uma saúde melhor eu poderia participar da casa de oração mais frequentemente! Se eu tivesse sido poupado daquelas perdas no negócio, eu teria mais dinheiro para a obra do Senhor! O que de bom pode vir dessa calamidade? Como Jacó, gritamos: "Todas estas coisas vieram sobre mim". O que é isso, senão"desprezar"a vara? A tua ignorância desafia a sabedoria de Deus? A tua miopia coloca em dúvida a onisciência?

4. Por descuido. Assim é que muitos falham em corrigir seus caminhos. A exortação de nosso texto é muito necessária para todos. Há muitos que têm "desprezado" a vara, e em consequência, eles não têm tido benefício com isso. Muitos cristãos tem sido corrigidos por Deus, mas em vão. Doenças, derrotas, privações chegam, mas não tem sido santificadas pela oração e auto-exame. Oh irmãos e irmãs, prestem atenção. Se Deus está corrigindo a ti "Considerai os vossos caminhos" (Ageu 1:5), "Pondera a vereda de teus pés" (Provérbios 4:26). Tenha certeza de que há alguma razão para a correção. Muitos cristãos não tão severamente corrigidos se inquirissem a causa da mesma.

II. Desmaiando sob a vara. Tendo sido advertido contra o "desprezo" da vara, agora somos exortados a não dar lugar ao desespero quando sob ela. Há pelo menos três maneiras pelas quais o cristão pode "desmaiar" sob a correção do Senhor:

1. Quando ele abre mão de todos os esforços. Isto é feito quando caímos no desalento. O ferido conclui que é mais do que ele pode suportar. Seu coração cai diante dela; a escuridão o engole, o sol da esperança é eclipsado, e a voz de ação de graças é silenciada. O "desmaiar" significa tornar-nos inaptos para o cumprimento de nossos deveres. Quando uma pessoa desmaia, ele é considerada inerte. Quantos cristãos estão prontos para abandonar completamente a luta quando a adversidade entra em sua vida. Quantos se tornam inertes quando o problema vem na sua direção. Quantos, pela sua atitude, dizem, a mão de Deus pesa sobre mim: não posso fazer nada. Ah, meu amado, "não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança" (I Tessalonicenses 4:13). "...não desmaies quando por ele fores repreendido". Quando estiver envolvido com essas coisas: Reconheça a mão do Senhor nisso. Lembre-se de tuas aflições estão entre as "todas as coisas" que cooperam para o bem.

2.Quando ele questiona sua filiação. Não há poucos cristãos que, quando a vara desce sobre eles, concluem que eles não são filhos de Deus, afinal. Esquecem-se que está escrito "Muitas são as aflições do justo" (Sl 34:19), e que "por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus"(Atos 14:22). Alguém pode dizer: "Mas se eu fosse Seu filho eu não deveria estar neste estado de pobreza, miséria, dor". Veja o versículo 8: "Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos". Aprenda, então, a olhar as correções como provas do amor de Deus te purgando, podando, purificando. O pai de família não se preocupa muito com os de fora de sua casa: são os que estão dentro que ele guarda e guia, alimenta e está e se conformam com sua vontade. Assim é com Deus.

3.Quando ele se desespera. Alguns alimentam a fantasia que eles nunca irão sair de seus problemas. Alguém diz, eu tenho orado e orado, mas as nuvens não se dissipam. Então conforta-se com esta reflexão: É sempre a hora mais escura que precede o amanhecer. Portanto, "não desmaie" quando fores repreendido por Ele. Mas, outro diz, eu tenho confiado em suas promessas, e as coisas não melhoram. Eu pensei que Ele libertou os que chamou a Ele; chamei, e ele não respondeu, e eu temo que ele nunca fará. O que, filho de Deus, fala de teu Pai, assim! Você diz que ele nunca vai deixar de ferir porque Ele tem ferido você por tanto tempo. Ao invés, diga que Ele já feriu por tanto tempo que devo ser liberto em breve. Não desprezeis: não desfaleça. Que a graça divina possa preservar tanto o escritor quanto o leitor de qualquer extremo pecaminoso.

 Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira
Fonte:  Comfort for Christians de  A.W.  Pink

Livro completo no Link:
     http://www.discernimentobiblico.net/consolo%20nas%20afli%E7%F5es%20a.w.pink.html 

domingo, 6 de janeiro de 2019

7 Hábitos Financeiros Ensinados Na Bíblia


Mudanças simples que você pode fazer que terão um grande impacto não apenas no seu bolso, mas também em você!

1º - Reconheça que tudo que você tem… não é seu. Você é um gerente dos recursos de Deus. 1 Crônicas 29:11 nos diz: “Tudo nos céus e na terra é seu, ó Senhor…”

2º - Entenda que Deus espera que você administre seus recursos com sabedoria. Como você é fiel com o pouco, Ele lhe confia mais… como Ele julgar apropriado. 1 Crônicas 29:12 nos diz que a riqueza vem dEle e somente dEle.

3º - Devolva o dizimo e seja um ofertante

a)        Devolver o dizimo é um ato de fé e gratidão: Hebreus 7. 1-3. O dízimo partiu da voluntariedade de Abraão. Depois Jacó fez o mesmo. Gn 28. 20-22. E em Malaquias “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. ” Malaquias 3:10
b)       Seja um ofertante generoso: “Alguns há que espalham, e ainda se lhes acrescenta mais; e outros que reteem mais do que é justo, mas é para sua perda. A alma generosa engordará, e o que regar também será regado. ”  (Pv 11:24,25) -
4º - Descubra para onde o dinheiro está indo todo mês. Acompanhe TODOS os seus gastos por 30 a 60 dias. Será um exercício muito revelador. Afinal, você não pode chegar onde quer estar se não souber onde está agora. Provérbios 27:23 nos diz: “Certifique-se de conhecer a condição de seus rebanhos, dê atenção cuidadosa aos seus rebanhos…”
5º - Faça um plano. É aqui que você e seu cônjuge se sentam e decidem como cada centavo será gasto a cada mês. Você pode usar uma simples planilha do Excel e listar todas as “categorias” em que você gasta dinheiro mensalmente (casa, alimentação, dívida e assim por diante).
6º - PARE de usar crédito. Faça um acordo consigo mesmo para esperar 30 dias antes de comprar itens que exigiriam o uso de dívidas. Para alguns isso pode ser um hábito difícil de quebrar. Isso exigirá dizendo NÃO, e aprendendo a se contentar. Eu prometo a você que a recompensa vale a pena!
7º - Guarde dinheiro. Não há realmente nenhuma maneira de contornar isso. Se você quer quebrar o ciclo da dívida, você tem que aprender a ser um poupador. Se você não o fizer, então qualquer evento de emergência ou inesperado irá te levar a um endividamento mais profundo. Portanto, assuma o compromisso de reservar uns R$ 100 por mês. “Na casa dos sábios há conservas de alimentos e azeite, mas o homem insensato devora tudo o que tem” (Provérbios 21:20).

Muitas vezes continuamos na direção errada porque simplesmente não sabemos qual é o primeiro passo na direção certa.

Comece a confiar que a sabedoria simples e antiga de Deus é a solução. Então aqui está resumidamente tudo o que você precisa fazer para economizar dinheiro em seis etapas simples:

- Reconheça que Ele é o dono. 
- Aceite sua responsabilidade como gerente.
- Devolva o dizimo e seja um ofertante generoso
 - Acompanhe TODOS os seus gastos.
- Faça um plano. - Pare de usar crédito 
– Aplique a regra de 30 dias para compras.
- Seja um poupador.

sábado, 13 de outubro de 2018

Dízimo, As razões dos não dizimistas.


                                                                                          Referência: HEBREUS 7.1-10


A doutrina do dízimo é inaceitável para aqueles que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Isto porque não foram ainda marcados pela consciência da causa de Deus nem pela prioridade do Seu Reino.

No Novo Testamento a palavra DÍZIMO aparece 9 vezes e ligadas a duas situações:

1º) Mt 23.23 = Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – “Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42).

2º) Hb 7. 1-10 = Eis as lições desse texto: a) O Pai da fé deu dízimo de tudo – v. 2; b) O pai da fé deu o dízimo do melhor – v. 4; c) A entrega dos dízimos se deu não por pressão da lei, uma vez que o povo israelita ainda não existia e, portanto, muito menos a lei judaica – v. 6; d) Hebreus nos faz perceber e reconhecer a superioridade do valor do dízimo que é dado a Cristo (imortal) em relação ao dado aos sacerdotes (mortais) – v. 8; e) O autor destaca que os que administram os dízimos também devem ser dizimistas – v. 9.

Ser ou não ser dizimista é uma questão de acreditarmos na causa que abraçamos, na “pérola que encontramos.”

Hoje muitos crentes não são fiéis a Deus na entrega dos dízimos. Para justificar esta atitude criam vários justificativas e desculpas. Se dependessem deles a igreja fecharia as portas. Não existiria templos, nem pastores, nem missionários, nem bíblias distribuídas, nem assistência social.

Eis as justificativas clássicas dos não-dizimistas:

I. JUSTIFICATIVA TEOLÓGICA

Ah, eu não sou dizimista, porque DÍZIMO é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça.

Sim! O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo. Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei? Será que a graça não nos motiva a ir além da lei?

Veja: a lei dizia: Não matarás = EU PORÉM VOS DIGO AQUELE QUE ODIAR É RÉU DE JUÍZO
a lei dizia: Não adulterarás = EU PORÉM VOS DIGO QUALQUER QUE OLHAR COM INTENÇÃO IMPURA…

a lei dizia: Olho por olho, dente por dente = EU PORÉM VOS DIGO: SE ALGUÉM TE FERIR A FACE DIREITA, DÁ-LHE TAMBÉM A ESQUERDA.

A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada.

Mt 23.23 = justiça, misericórdia e fé também são da lei. Se você está desobrigado em relação ao dízimo por ser da lei, então você também está em relação a estas virtudes.

II. JUSTIFICATIVA SENTIMENTAL

Muitos dizem: A bíblia diz em II Co 9.7 “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” = espontânea e com alegria.
Só que este texto não fala de dízimo e sim de oferta. Dízimo é dívida. Não pagar dízimo é roubar de Deus.

Perguntamos também: O que estará acontecendo em nosso coração que não permite que não tenhamos alegria em dizimar? Em sustentar a Causa que abraçamos e defendemos?

III. JUSTIFICATIVA FINANCEIRA

“O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento.

1) O dízimo não é sobra = Dízimo é primícias. “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” Deus não é Deus de sobras, de restos. Ele exige o primeiro e o melhor.

2) Contribua conforme a tua renda para que a tua renda não seja conforme a tua contribuição = Deus é fiel. Ele jamais fez uma exigência que não pudéssemos cumprir. Ele disse que abriria as janelas dos céus e nos daria bênçãos sem medidas se fôssemos fiéis. Ele nos ordenou a fazer prova Dele nesta área. Ele promete abrir as janelas do céu! Ele promete repreender o devorador por nossa causa.

3) Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar = Ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado. Vaza tudo. Foge entre os dedos. Quando somos infiéis fechamos as janelas dos céu com as nossas próprias mãos e espalhamos o devorador sobre os nossos próprios bens.

IV. JUSTIFICATIVA ASSISTENCIAL

“Prefiro dar meu dízimo aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo.

“ A Bíblia não nos autoriza a administrar por nossa conta os dízimos que são do Senhor. O dízimo não é nosso. Ele não nos pertence. Não temos o direito nem a permissão nem para retê-lo nem para administrá-lo.

A ordem é: TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS À CASA DO TESOURO PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA. A casa do Tesouro é a congregação onde assistimos e somos alimentados.

Mas será que damos realmente os “nossos” dízimos aos pobres? Com que regularidade? Será uma boa atitude fazer caridade com a parte que não nos pertence?

V. JUSTIFICATIVA POLÍTICA

“Eu não entrego mais os meus dízimos, porque eles não estão sendo bem administrados.”

Não cabe a nós determinar e administrar do nosso jeito o dízimo do Senhor que entregamos. Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los mas sim Deus é quem julga. Cabe a nós sermos fiéis.

Não será também que esta atitude seja aquela do menino briguento, dono da bola, que a coloca debaixo do braço sempre que as coisas não ocorrem do seu jeito?

Deus mandou que eu trouxesse os dízimos, mas não me nomeou fiscal do dízimo.

VI. JUSTIFICATIVA MÍOPE

“A igreja é rica e não precisa do meu dízimo.”

Temos conhecimento das necessidades da igreja? Temos visão das possibilidades de investimento em prol do avanço da obra? Estamos com essa visão míope, estrábica, amarrando o avanço da obra de Deus, limitando a expansão do Evangelho?

AINDA, não entregamos o dízimo para a igreja. O dízimo não é da igreja. É DO SENHOR. Entregamo-lo ao Deus que é dono de todo ouro e de toda prata. Ele é rico. Ele não precisa de nada, mas exige fidelidade. Essa desculpa é a máscara da infidelidade.

VII. JUSTIFICATIVA CONTÁBIL

“Não tenho salário fixo e não sei o quanto ganho.”
Será que admitimos que somos maus administradores dos nossos recursos? Como sabemos se o nosso dinheiro dará para cobrir as despesas de casa no final do mês?
Não sabendo o valor exato do salário, será que o nosso dízimo é maior ou menor do que a estimativa? Porque ficamos sempre aquém da estimativa? Será auto-proteção? Será desinteresse?

VIII. JUSTIFICATIVA ECLESIOLÓGICA

“Não sou membro da igreja”

Acreditamos mesmo que os nossos deveres de cristãos iniciam-se com o Batismo e a Profissão de Fé ou com a inclusão do nosso nome num rol de membros?

Não será incoerência defendermos que os privilégios começam quando aceitamos a Cristo: (o perdão, a vida eterna) e os deveres só depois que nos tornamos membros da igreja? Somos menos responsáveis pelo crescimento do Reino de Deus só porque não somos membros da igreja?

CONCLUSÃO

É hora de abandonarmos nossas evasivas. É hora de darmos um basta às nossas desculpas infundadas. É hora de pararmos de tentar enganar a nós mesmos e convencer a Deus com as nossas justificativas.

É hora de sermos fiéis ao Deus fiel. É hora de sabermos que tudo é de Deus: nossa casa, nosso carro, nossas roupas, nossas jóias, nossos bens, nossa vida, nossa saúde, nossa família. TUDO É DELE. Somos apenas mordomos, administradores. Mordomos e não donos. Deus quer de nós obediência e não desculpas. Fidelidade e não evasivas.

Que atitude vamos tomar? Nosso coração está onde está o nosso tesouro. Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus, não vamos ter problemas com o dízimo. Amém.

Rev. Hernandes Dias Lopes.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

O desafio de servir


 O desafio de servir

Trabalhar para Deus tem um sabor muito especial, mas não é fácil, pois temos que renunciar muitas coisas. Todos os crentes são chamados para servir, pois fomos criados para servir! Encontramos este texto precioso na Bíblia: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos”. Efésios 2:10

O próprio Jesus deixou-nos o maior exemplo de serviço voluntário. Ele disse dele mesmo: “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” Mateus 20:28.

Servo não é um título que se ganha, mas sim um estilo de vida de entrega total como Jesus ensinou. Temos que sentir em nosso coração uma urgência em relação ao mundo sobre a salvação que há em Cristo Jesus, para então levarmos as Boas Novas àqueles que ainda não O conhecem. Nossa oração deve ser: "Senhor, usa-nos para a Tua glória e para ajudar as pessoas que necessitam de nós". Esse desejo deve nos consumir todos os dias e deve ser o clamor do nosso coração!

Fomos criados para dar nossa contribuição em favor do mundo e não apenas para consumir os produtos existentes no mundo. Deus nos criou para fazermos a diferença! O que importa não é quanto tempo vivemos mas sim como vivemos. Deus nos diz que fomos criados e salvos para servir e que recebemos dons e que fomos moldados para servir.

Elvis Presley morreu aos 42 anos em consequência da dependência de drogas. Priscila, sua esposa, disse em entrevista algo impressionante: “O Elvis nunca entendeu o que deveria ser neste mundo, ou qual era o propósito de sua vida. Pensava que estava aqui por um motivo, talvez para pregar, servir ou salvar; talvez para cuidar das pessoas. Esse desejo agonizante estava sempre presente nele e o Elvis sabia que não o estava realizando. Chegou a um ponto de não mais querer pensar sobre o assunto.” É triste não é? Hoje muitos sentem como ele sentiu, sem um sentido na vida! Deus não apenas nos criou para o serviço, mas também nos deu o exemplo do serviço.

Deus chamou todos os crentes para o serviço em Sua obra. No entanto, muitas vezes a nossa falta de conhecimento e limitação pessoal faz que nos sintamos impossibilitados de nos envolvermos na obra do Senhor. Deus quer nos usar e precisamos estar disponíveis para que Ele nos use! Deus chama pastores e obreiros bíblicos, mas chama também os irmãos leigos e voluntários para estarmos unidos na Missão de socorrer as pessoas em suas necessidades físicas e espirituais.

Devemos servir por amor. Quando sentimos o amor de Deus em relação a nós, a nossa resposta natural é: "Senhor, queremos Te serviremos". Esta resposta acontece quando uma pessoa recebe amor incondicional, e o seu desejo é retribuir para quem lhe mostrou este amor. Existe uma frase que expressa esta atitude da seguinte maneira: "É possível oferecer sem amar, mas é impossível amar sem oferecer". Por isso Deus Disse em II Coríntios 5:14: "O amor de Cristo nos constrange. Uma pessoa que ama Jesus, revela amor às pessoas.

Devemos servir por missão. Temos uma grande responsabilidade em nossas mãos. Deus nos chama para sermos restauradores de brechas. Ver Isaías 58:6-12. Este é o nosso principal desafio! Em II Crônicas 29:11 encontramos este texto: “Agora, filhos meus, não sejais negligentes; pois o Senhor vos tem escolhido para estardes diante dele para o servirdes, e para serdes seus ministros.” Portanto, o nosso compromisso e responsabilidade deve ser alcançar aqueles que não conhecem a Jesus.

James Hannington, nascido em 1847 foi missionário em Uganda onde morreu como mártir em favor do evangelho de Cristo. Ele dedicou a sua fortuna na pregação da Palavra. David Livingstone também ofereceu a sua vida em favor do evangelho de Cristo no interior do Continente Africano. Muitos outros fizeram a mesma coisa, viveram em função da Missão de Cristo; atendendo ao chamado para servir.

John Wesley disse assim: “Faça todo o bem que puder, com todos os meios que tiver, de todas as maneiras que puder, em todos os lugares onde estiver, para todas as pessoas que precisar, enquanto puder”.

O cristão verdadeiro não é apenas aquele que tem a verdade, mas é aquele que a ama e proclama com a vida e com os lábios. Portanto, de uma forma ou de outra, todos devem se envolver com a pregação do evangelho de Jesus Cristo de forma direta e indireta com a pregação, distribuição de materiais, livros, dvds, sites de evangelismo, estudos bíblicos, levantamento de interessados, produção de conteúdo cristão. Mas todos podem ser cristãos no lar, no trabalho, na sociedade desenvolvendo os frutos do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Gálatas 5:22.
Luís Carlos Fonseca

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Dízimo, uma prática bíblica a ser observada


Há uma enxurrada de comentários tendenciosos e distorcidos circulando as redes sociais, em nossos dias, atacando a doutrina dos dízimos. Acusam os pastores que ensinam essa doutrina de infiéis e aproveitadores. Acusam as igrejas que recebem os dízimos de explorar o povo. Outros, jeitosamente, tentam descaracterizar o dízimo, afirmando que essa prática não tem amparo no Novo Testamento. Tentam limitar o dízimo apenas ao Velho Testamento, afirmando que ele é da lei e não vigente no tempo da graça.

Não subscrevemos os muitos desvios de igrejas que, laboram em erro, ao criarem mecanismos místicos, sincréticos e inescrupulosos para arrecadar dinheiro, vendendo água fluidificada, rosa ungida, toalha suada e até tijolo espiritual. Essas práticas são pagãs e nada tem a ver com ensino bíblico da mordomia dos bens. O fato, porém, de existir desvio de uns, não significa que devemos afrouxar as mãos, no sentido de ensinar tudo quanto a Bíblia fala sobre dízimos e ofertas. Destaco, aqui, alguns pontos para nossa reflexão.

Em primeiro lugar, a prática do dízimo antecede à lei. Aqueles que se recusam ser dizimistas pelo fato de o dízimo ser apenas da lei estão rotundamente equivocados. O dízimo é um princípio espiritual presente entre o povo de Deus desde os tempos mais remotos. Abraão pagou o dízimo a Malquizedeque (Gn 14.20) e Jacó prometeu pagar o dízimo ao Senhor (Gn 28.22), muito antes da lei ser instituída.

Em segundo lugar, a prática do dízimo foi sancionada na lei. O princípio que governava o povo de Deus antes da lei, foi ratificado na lei. Agora, há um preceito claro e uma ordem específica para se trazer todos os dízimos ao Senhor (Lv 27.32). Não entregar o dízimo é transgredir a lei, e a transgressão da lei constitui-se em pecado (1Jo 3.4).

Em terceiro lugar, a prática do dízimo está presente em toda Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das ofertas, é um ensino claro em toda a Bíblia. Está presente no Pentateuco, os livros da lei; está presente nos livros históricos (Ne 13.11,12), poéticos (Pv 3.9,10) e proféticos (Ml 3.8-10). Também está explicitamente ratificado nos evangelhos (Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8). Quanto ao dízimo não podemos subestimá-lo, sua inobservância é um roubo a Deus. Não podemos subtraí-lo, pois a Escritura é clara em dizer que devemos trazer “todos os dízimos”. Não podemos administrá-lo, pois a ordem: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”.

Em quarto lugar, a prática do dízimo é sancionada por Jesus no Novo Testamento. Os fariseus superestimavam o dízimo, fazendo de sua prática, uma espécie de amuleto. Eram rigorosos em sua observância, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Jesus, deixa claro que devemos observar atentamente a prática dessas virtudes cardeais da fé cristã, sem omitir a entrega dos dízimos (Mt 23.23). Ora, aqueles que usam o argumento de que o dízimo é da lei, e por estarmos debaixo da graça, estamos isentos de observá-lo; da mesma forma, estariam também isentos da justiça, da misericórdia e da fé, porque essas virtudes cardeais, também, são da lei. Só o pensar assim, já seria uma tragédia!

Em quinto lugar, a prática do dízimo é um preceito divino que não pode ser alterado ao longo dos séculos. Muitas igrejas querem adotar os princípios estabelecidos pelo apóstolo Paulo no levantamento da coleta para os pobres da Judéia como substituto para o dízimo. Isso é um equívoco. O texto de 2 Coríntios 8 e 9 trata de uma oferta específica, para uma causa específica. Paulo jamais teve o propósito de que essas orientações fossem um substituto para a prática do dízimo. Há igrejas na Europa e na América do Norte que estabelecem uma cota para cada família para cumprir o orçamento da igreja. Então, por serem endinheirados, reduzem essa contribuição a 5% ou 3% do rendimento. Tem a igreja competência para mudar um preceito divino? Mil vezes não! Importa-nos obedecer a Deus do que aos homens. Permaneçamos fiéis às Escrituras.

Sejamos fiéis dizimistas!
                                                                                                                     Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 12 de julho de 2018

5ª semana de oração - Quinta – 12/07


Tema do dia: O que acontece dentro de nós, quando oramos?

1º - Orar aviva a nossa memória

Leitura bíblica: Lamentações 3:21-22

Reflexão: Jeremias tinha muitas lembranças ruins para se recordar. Jerusalém havia sido destruída pela Babilônia. O profeta caminhava pelas ruas devastadas da cidade. É nesse contexto que ele escreve o livro das Lamentações.

Sua mente estava transbordante de imagens e lembranças trágicas (Lm 19-20). Mas Jeremias não usou sua memória como um baú de dores. Ele tomou uma decisão: Quero trazer à memória o que me pode dar esperança (Lm 3:21). E o que seria? A misericórdia inesgotável do Senhor. Pois bem, é na oração que fazemos o mesmo: trazemos à memória a misericórdia do Deus que nos ouve, e isso nos enche de esperança.

Por pior que seja a situação que estamos vivendo, sempre temos razão para nos alegrar e celebrar. A situação de Jerusalém não mudou após oração de Jeremias, mas seu desânimo sim! Seu foco sim! Sua esperança sim!

2º - Orar nos leva a conhecer Deus

Leitura bíblica: Daniel 9:4

Reflexão: Daniel, enquanto estudava o livro do profeta Jeremias, entendeu que o cativeiro de Israel estava chegando ao fim (Dn 9:1-2). O profeta, então, põe-se a buscar a Deus em oração, para compreender o momento em que vivia e qual seria o futuro de sua nação. Ele relata: Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos (Dn 9:4). Perceba que Daniel fundamenta sua oração no caráter de Deus – sua fidelidade, justiça, misericórdia e graça. O conhecimento do caráter de Deus e a prática da oração estão intimamente ligados. Oramos a Deus porque conhecemos quem ele é e, à medida que oramos, nós o conhecemos mais e mais! Creia nisso!

3º - Orar nos transforma

Leitura bíblica: Salmo 40:2,3

Reflexão: Davi, o compositor do Salmo 40, mostra-nos, nesta canção, a grande transformação que ocorreu em sua vida, quando orou a Deus confiantemente, pedindo-lhe socorro (Sl 40:1). Ele testemunha o Deus que lhe fez: Tirou-me de um poço de perdição, de um charco de lodo; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus... (v.2-3). Do desespero à segurança; do fundo do poço à esperança; da tristeza à alegria; do choro ao louvor de gratidão. É sempre assim: quando esperamos com confiança em Deus, ele nos transforma radicalmente. Tenha essa certeza!

Motivos de oração

• Oremos a Deus, colocando diante dele todas as lembranças de pessoas e episódios de nossa vida que nos causam dor e sofrimento e pedindo a cura;
• Oremos também pelos nossos irmãos pastores da Convenção Batista, pedindo a Deus forças e fé para que eles não esmoreçam com as ingratidões e lutas do ministério.